As mães mais marcantes da literatura

Úrsula Buendía, Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez.

 

14581544_1322769141067780_2419335093485372321_nGabriel García Márquez disse, diversas vezes, que uma das obrigações de um escritor era fazer com que os personagens de seus romances respirassem por conta própria. Ao longo de sua carreira, o Prémio Nobel de Literatura teve êxito nesse objetivo: não é apenas a narrativa e a descrição cativante que fizeram dele um grande autor, mas também sua capacidade de criar personagens memoráveis.

Úrsula Buendía, a matriarca de Cem Anos de Solidão,  é exuberante e generosa (adotou os 17 filhos naturais de Aureliano Buendía). É também justa, porém rigorosa e, acima de tudo, tem uma firmeza inabalável: é expulsa da sua própria casa com seus dois filhos, Rebecca e José Arcadio, quando se descobre que são casados, e destitui o prefeito da cidade a chicotadas diante de uma injustiça.

O seu caráter matriarcal, que servirá de apoio ao povoado por mais de 100 anos, é essencial para entender o espírito da obra de García Márquez, mas especialmente a sua opinião sobre as mulheres: nos livros do escritor colombiano elas têm poder, tomam decisões e, sobretudo, são cientes da realidade em torno delas.

 

via: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/04/140417_sp_marquez_cinco_marcantes_hb

imagem: Gabriel e a sua mulher, Havana, 1987,  por Helmut Newton.