As mães mais marcantes da literatura

Madame Rosa, Uma vida à sua frente, Romain Gary

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Uma vida à sua frente (…) é uma gigantesca tentativa de subversão de todos os códigos linguísticos. Donde o júbilo perpétuo que percorre o livro. Donde também, e sobretudo, a infinita ternura que une o pequeno Momo e Madame Rosa e que faz deste livro uma das mais comoventes histórias de amor. (L’Express)

Ao falarmos das mães mais marcantes da literatura, Madame Rosa não é, certamente, uma escolha óbvia ou consensual, mas pareceu-nos a escolha certa porque o amor maternal nem sempre é feito de uma óbvia ligação biológica.

Mohammed (Momo) é o narrador da história: um rapaz de origem árabe, com 14 anos, que foi deixado ainda em bebé na casa de Madame Rosa, uma judia, prostituta reformada, que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz. A casa dela funcionava como um abrigo para crianças filhas de prostitutas, que não as podiam criar e que, por isso, pagavam a Madame Rosa para que cuidasse delas.

Publicado em 1975, o livro teve êxito imediato: vendeu milhões de exemplares em todo o mundo, foi traduzido em mais de vinte línguas e adaptado para o cinema num filme com Simone Signoret. Nesse mesmo ano, recebeu o Prémio Goncourt.