A livraria mais antiga do mundo

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Qual é o significado das livrarias no imaginário coletivo? Qual é o seu papel na História das ideias e da literatura? Num misto de ensaio e livro de viagens, ‘Livrarias‘, Jorge Carrión cria uma possível cronologia do desenvolvimento das livrarias e da sua representação artística – como se transformaram em mitos culturais, em centros de tertúlia e de resistência política.

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Nestas páginas, nomes míticos desfilam como emblemas de melancolia e de conforto, como a nossa Bertrand do Chiado, as parisienses La Hune ou Shakespeare & Co., Librairie des Colonnes (Tânger), City Lights (São Francisco), Strand (Nova Iorque), Eterna Cadencia (Buenos Aires), Stanfords (Londres), Lello (Porto), entre muitas outras. Uma viagem fascinante ao coração dos livros – e um guia para a nossa infinita curiosidade sobre a sua alma.

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A livraria mais antiga do mundo

‘Uma livraria não só tem de ser antiga como deve parecê-lo. Quando entramos na Livraria Bertrand, no n.º 73 da Rua Garrett, em Lisboa, a poucos passos do café A Brasileira e da sua estátua de Fernando Pessoa e, por conseguinte, em pleno coração do Chiado, o ‘B’ sobre fundo encarnado do logótipo exibe orgulhosamente um número: 1732. Na primeira sala tudo aponta para essa passado venerável patente numa data: a vitrina de livros em destaque; as escadas deslizantes ou o banco-escadote que permite aceder às prateleiras mais altas de umas estantes vetustas; a placa enferrujada que batiza como ‘Sala Aquilino Ribeiro’ o lugar onde nos encontramos, em homenagem a um dos mais ilustres clientes, tão assíduo como Oliveira Martins, Eça de Queirós, Antero de Quental ou José Cardoso pires; e, sobretudo, o diploma do Guiness World Records, que certifica a sua condição de livraria no ativo mais antiga do mundo.’

Livrarias, Uma história de paixão, comércio e melancolia

De Jorge Carrión