12 livros essenciais para Mark Zuckerberg

Eis 12 dos 23 livros sugeridos pelo CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, no âmbito projeto A Year of Books, lançado em 2015:

 

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1 – Porque Falham as Nações, de Daron Acemoglu e James Robinson

Porque são umas nações ricas e outras pobres? Serão os responsáveis a cultura, as condições meteorológicas, a geografia? Ou talvez a ignorância de quais são as políticas certas? Pura e simplesmente, não. Nenhum destes fatores é definitivo ou constitui um destino. Se assim não for, como explicar por que razão o Botsuana se tornou um dos países de crescimento mais rápido do mundo, enquanto outras nações africanas, como o Zimbabué, o Congo e a Serra Leoa, estão atoladas na pobreza e na violência?
Daron Acemoglu e James Robinson mostram, de uma forma conclusiva, que são as instituições políticas e económicas criadas pela humanidade que estão subjacentes ao êxito económico (ou à falta dele). Baseando-se em quinze anos de investigação, reuniram indícios históricos espantosos sobre o Império Romano, as cidades-estado maias, a Veneza medieval, a União Soviética, a América Latina, Inglaterra, Europa, Estados Unidos e África para elaborarem uma nova teoria de economia política com enorme relevância para as grandes questões atuais, nomeadamente:

– A China criou uma máquina de crescimento autoritário. Continuará a crescer a uma velocidade tão elevada que esmagará o Ocidente?
– Os melhores dias da América pertencerão já ao passado? Estaremos a passar de um círculo virtuoso, em que o esforço das elites para iluminar o poder são alvo de resistência para outro círculo vicioso, que enriquece e dá poder a uma pequena minoria?
– Qual é a forma mais eficaz de ajudar a transferir milhões de pessoas da rotina da pobreza para a prosperidade? Residirá em mais filantropia por parte das nações ricas do Ocidente?

 

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2 – O Otimista Racional, Como evolui o bem-estar, de Matt Ridley

O mundo está cada vez melhor. O acesso generalizado a alimentos, rendimentos e o aumento da esperança de vida alcançaram níveis muito elevados. As doenças , a mortalidade infantil e a violência caíram de forma acentuada. Embora o mundo esteja longe de ser perfeito tanto a satisfação das necessidades como os luxos são mais acessíveis; o aumento da população é mais lento; a África, depois da Asia, está a sair da pobreza; as novas tecnologias enriqueceram acentuadamente o nosso dia a dia. Os pessimistas, que dominam a opinião pública, estimam que em breve alcançaremos um ponto de não retorno e de inflexão que assinalará o final dos nossos melhores dias. Contudo, é um aviso que tem mais de 200 anos.

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3 – A Ordem Mundial , Reflexões sobre o Carácter das Nações e o Curso da História, de Henry Kissinger

Henry Kissinger disponibiliza em A Ordem Mundial uma reflexão profunda sobre as razões da harmonia internacional e da desordem global. Escrito a partir da sua experiência enquanto um dos mais notáveis estadistas da era moderna – aconselhando presidentes norte americanos, viajando pelo mundo, observando e moldando os eventos mais marcantes da política externa das últimas décadas – Kissinger faz por fim a sua análise do maior desafio do século XXI: como construir uma ordem internacional partilhada num mundo de perspectivas históricas divergentes, conflitos violentos, proliferação tecnológica e extremismo ideológico.

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4 – Criatividade , Como vencer as forças que bloqueiam a inspiração, de Ed Catmull

Durante quase vinte anos, a Pixar dominou o mundo da animação. Produziu filmes tão adorados como a trilogia Toy Story, Monstros e Companhia, À Procura de Nemo, Os Incríveis ou Up – Altamente, que bateram recordes de bilheteira e conquistaram trinta Óscares. Nesta obra, Ed Catmull revela os princípios e as técnicas que tornaram a empresa tão admirada, e rentável, e como podem ser aplicados por outras pessoas e setores.

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5 – Sapiens – História Breve da Humanidade, De animais a Deuses, de Yuval Noah Harari

Recorrendo a ideias da paleontologia, antropologia e sociologia, Yuval Noah Harari analisa os principais saltos evolutivos da humanidade, desde as espécies humanas que coexistiam na Idade da Pedra até às revoluções tecnológicas e políticas do século XXI — que nos transformaram em deuses, capazes de criar e de destruir.

Esta é uma obra desafiadora, desconcertante e inteligente, uma perspetiva única e original sobre a nossa História e o impacto do ser humano no planeta.

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6 – A Estrutura das Revoluções Científicas, de Thomas S. Kuhn

Concebido originalmente como monografia da International Encyclopedia of Unified Science, A Estrutura das Revoluções Científicas acabaria publicado em livro pela editora da Universidade de Chicago em 1962. A obra colocava em causa a assunção generalizada de que toda a mudança científica passa por um processo estritamente racional, tese que influenciou não apenas cientistas das áreas naturais, mas também economistas, historiadores, sociólogos e filósofos, desencadeando um poderoso debate.
Comporta três conceitos fundamentais: paradigma – termo que aqui se popularizou – ciência normal e revolução científica. O paradigma representa um conjunto de teorias, regras e métodos comummente aceites pela comunidade científica. Cada paradigma tem subjacente uma dada visão do mundo, correspondendo a mudança de paradigma a uma alteração radical dessa visão. A ciência normal traduz a circunstância em que o paradigma tem a sua vigência. Porém, durante esse período, podem surgir anomalias, que se revelam quando os esquemas explicativos dominantes já não se adequam à realidade. Surge então uma nova fase que se materializa numa revolução científica. Desde a sua publicação, vendeu mais de um milhão de exemplares, tornando-se leitura obrigatória em cursos superiores das mais variadas áreas. Um clássico absoluto na história e filosofia da ciência, publicado pela primeira vez em Portugal.

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7 – O Início do Infinito, de David Deutsch

«É bom ouvir num tempo de crise que o progresso existe mesmo: o futuro vai ser melhor do que o passado! E, ainda para mais, o progresso vai ser infinito. Eis o que afirma o físico, especialista em computação quântica, David Deutsch. Conduzindo o leitor por um fascinante caminho que passa não só pelas ciências mas também pela filosofia, pela história, pela arte, pela ética e pela política, Deutsch conta-nos nesta obra profundamente original como o ser humano consegue fornecer explicações cada vez melhores do mundo à sua volta e como essas explicações tornam melhor a sua vida no mundo. O aumento do conhecimento humano das leis da Natureza tem conduzido e conduzirá a uma melhor condição humana.»

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8 – Os Anjos Bons da Nossa Natureza, Porque tem declinado a violência, de Steven Pinker

As notícias incessantes sobre guerra, crime e terrorismo criam a ideia de um mundo cada vez mais ensanguentado. Mas neste importante livro Steven Pinter mostra-nos que a violência, pelo contrário, tem decrescido nos últimos períodos da história. Mas como aconteceu isso?

Pinker examina os demónios interiores que nos conduzem à violência, e os anjos que dela nos afastam, mostrando-nos como certas alterações nas nossas ideias e acções permitiram aos anjos do bem triunfar. Ao mesmo tempo, o autor quebra vários mitos sobre violência, apresentando uma nova defesa do modernismo e do Iluminismo.

Este livro dá seguimento à exploração de Pinker sobre a natureza humana, misturando psicologia com história e criando um retrato fascinante do nosso gradual domínio sobre a violência.

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9 – O Fim do Poder – Dos campos de Batalha às administrações, aos Estados e às Igrejas. Porque ter poder já não é o que era, de Moises Naim

Numa investigação original e muito bem fundamentada, Naím mostra como o impulso anti-establishment dos micropoderes pode derrubar tiranos, desalojar monopólios e abrir novas e extraordinárias oportunidades, mas também levar ao caos e à paralisia. Naím cobre habilmente as mudanças sísmicas em curso no mundo dos negócios, da religião, da educação, das famílias, com exemplos retirados de todas as áreas da actividade humana.

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10 – Imunidade, A corrente antivacinação e os seus perigos, de Eula Biss

Poliomielite, varíola, sarampo, difteria, rubéola: um sem-número de doenças erradicadas, ou cujos efeitos a ciência minimizou, parecia ter caído no esquecimento. E, ignoradas as sequelas e as mortes que estas doenças provocaram, a ciência acabou vítima do seu próprio êxito.
Depois de ser mãe, Eula Biss mergulhou no debate, entretanto convertido em combate ideológico, que se travado em nome da liberdade de escolha: de um lado, os defensores das vacinas; do outro, a corrente antivacinação, que ocupa um espaço cada vez maior no palco mediático. Esta luta não é só científica, alimenta-se de metáforas ocultas, perigosas, que alastram com vírus.
Enquadrando esta luta no que é a História das conquistas científicas dos últimos séculos, Eula Bliss não analisa a vacinação como resultado da ciência moderna, mas antes como sua precursora. Num ensaio que abarca tanto obras científicas quanto os mitos ocidentais, e considerado um dos 10 melhores livros de 2014 pela New York Times Book Review, Imunidade questiona a ansiedade e o que nos faz resistir à imunização, numa defesa da vacinação e do corpo de cada um de nós que é simultaneamente uma defesa deste enorme corpo que é a própria sociedade.

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11 – A Vida num Gang, de Sudhir Venkatesh

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12 – Energia, Mitos e realidades, de Vaclav Smil

Energia – Mitos e Realidades desacredita as opiniões mais falaciosas e abre o caminho a uma abordagem construtiva e científica das questões do desafio global da energia. Quando é que o mundo ficará sem petróleo? Será que a energia nuclear deve ser adoptada em larga escala? Serão o etanol e a energia eólica fontes fiáveis de energia no futuro? Vaclav Smil aconselha o público a desconfiar das pretensões exageradas e das promessas impossíveis. A transição global da energia será prolongada e dispendiosa, estando articulada com o desenvolvimento de uma extensa infraestrutura nova. As fontes de energia tradicionais e as conversões energéticas estabelecidas são persistentes e adaptáveis o suficiente para acompanharem o mundo nessa transição.
Esta obra oferece uma perspectiva científica a uma questão muitas vezes dominada por afirmações e pretensões infundadas e pelo pensamento não-crítico. Antes de podermos criar políticas sólidas de energia para o futuro, temos de rejeitar mitos populares que toldam o nosso raciocínio e impedem o verdadeiro progresso.

http://www.ayearofbooks.net/