Setembro 14

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Finalistas do Man Booker Prize 2017

Foram anunciados ontem, 13 de setembro, a lista dos seis finalistas do Man Booker Prize, um dos prémios literários mais importantes de língua inglesa:

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4 3 2 1, de Paul Auster

O que nos motiva verdadeiramente? O que nos leva a optar por um caminho em detrimento de outro? De que futuros abdicamos pelo simples facto de termos apenas uma vida para viver?

No dia 3 de março de 1947, na maternidade do hospital Beth Israel em Newark, New Jersey, nasce Archibald Isaac Ferguson, filho único de Rose e Stanley Ferguson. Uma só criança a quem são dados quatro caminhos ficcionais diferentes, quatro direções possíveis. Uma pessoa que se desdobra em quatro, para assim viver quatro vidas paralelas e absolutamente diferentes, mercê das circunstâncias, do acaso, e das escolhas.
Os contrastes entre os quatro Fergusons são evidentes. As distintas relações com a família e as amizades, o amor romântico e as paixões intelectuais percorrem a tumultuosa paisagem da América, entretecendo-se com momentos cruciais da História do século xx. Em comum, o fascínio por uma mulher: a magnífica Amy Schneiderman. Todavia, cada uma das relações entre os quatro Fergusons e Amy é única. E nós, leitores, somos as testemunhas de cada momento de prazer, cada momento de dor, cada lento avançar rumo ao inevitável culminar das suas – de todas – as vidas.

4,3,2,1 é o primeiro romance que Paul Auster escreve em sete anos, e sem dúvida uma das suas obras mais complexas. Uma criação de um autor no auge do seu talento, um testemunho de paixão pelo realismo, pela História e a própria vida. Um tour de force absolutamente inesquecível.

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The History Of Wolves, de Emily Fridlund

 

 

 

 

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Exit West, de Mohsin Hamid

 

 

 

 

 

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Elmet, de Fiona Mozley

 

 

 

 

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Lincoln no Bardo, de George Saunders

Lincoln no Bardo é o primeiro romance de George Saunders. Nestas páginas, o autor revela-nos o seu trabalho mais original, transcendente e comovedor. A ação desenrola-se num cemitério e, durante apenas uma noite, a história é-nos narrada por um coro de vozes, que fazem deste livro uma experiência ímpar que apenas George Saunders nos conseguiria dar. Ousado na estrutura, generoso e profundamente interessado nos sentimentos, Lincoln no Bardo é uma prova de que a ficção pode falar sobre as coisas que realmente nos interessam. Saunders inventou uma nova forma narrativa, caledoscópica e teatral, entoada ao som de diferentes vozes, de modo a fazer-nos uma pergunta profunda e intemporal: como podemos viver e amar sabendo que tudo o que amamos tem um fim?

 

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Outono, de Ali Smith

«Ela percebe-lhe um terrível abatimento nos olhos. Ele percebe que ela o percebe. Ele põe-se ainda mais severo. Abre uma gaveta, dela retira uma chapa laminada e coloca-a no balcão. Balcão Fechado. Isto não é ficção, diz o homem. Isto é a estação dos correios.»

Daniel tem a idade de um século. Elisabeth, nascida em 1984, está de olho no futuro. O Reino Unido e a Europa estão despedaçados, divididos por um verão histórico. Ganha-se amor, perde-se amor. A esperança caminha de mãos dadas com o desespero. As estações sucedem-se, como sempre, assim como as perguntas: Qual é o nosso valor? Quem somos? De que matéria somos feitos?

Eis o lugar em que vivemos. Eis o tempo na sua forma mais contemporânea e naquilo que tem de mais cíclico.

Eis uma história sobre o envelhecer e o tempo e o amor e as próprias histórias. Este é o primeiro livro do quarteto.

Da imaginação única de Ali Smith nasce uma tetralogia feita a partir da ideia de transição, abrangente na sua escala temporal e marcada por um caminhar leve através das suas narrativas.

 

Para o júri, os seis finalistas são “originais” e “inovadores”, e transmitem uma força única que faz com que seja impossível esquecê-los. “Os seis livros são extraordinários e acima de tudo ousados e adoro o que fazem com a literatura. Tentam empurrar os limites relativamente ao que significa um romance e o que um romance diz sobre o mundo atual”, disse Lilam Azam Zanganeh, crítica literária e uma das juradas deste ano. Baroness Lola Young, presidente do júri, descreveu-os como obras que colocam e exploram “muitas questões estimulantes”, que vão desde a natureza do amor, a passagem do tempo, a identidade e a morte. “Vai ser muito, muito difícil escolher um vencedor de entre estes três”, admitiu.

 

 

via: http://observador.pt/2017/09/13/anunciados-finalistas-do-man-booker-prize-2017/