Julho 19

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O romance mais importante dos últimos 50 anos é…

Para assinalar os 50 anos de existência, o Man Booker Prize criou um prémio especial: o Golden Man Booker Prize, o galardão visa premiar o melhor romance entre os vencedores das últimas cinco décadas do maior prémio de literatura de língua inglesa. O vencedor foi “O Doente Inglês” (1992), de Michael Ondaatje.

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O livro foi editado pela primeira vez em Portugal pela Dom Quixote em 1996, coincidindo com o ano de lançamento do filme com o título “O Paciente Inglês”.

O filme, realizado por Anthony Minghella a partir da obra de Ondaatje, venceu nove de 12 Óscares para os quais esteve nomeado.

 

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“‘O Doente Inglês’ é o raro livro que sentimos sob a nossa pele e insiste que voltemos a ele uma e outra vez, sempre com uma nova surpresa. Move-se sem dificuldades entre o épico e o íntimo — num momento estamos perante a vastidão do deserto e noutro a assistir a uma enfermeira colocar um pedaço de ameixa na boca do paciente”, afirmou, em comunicado, a jurada Kamila Shamsie.
A organização do prémio literário Man Booker decidiu atribuir este ano um “Booker Dourado” ao livro que fosse escolhido como o melhor das 51 edições já realizadas. Primeiro, um júri selecionou um livro por década de entre os que haviam vencido o prémio no passado e, depois de divulgados os finalistas, o público votou no seu preferido.

Poucos livros merecem o adjetivo de transformativo. Este é um deles”, acrescentou Shamsie, a jurada que teve a seu cargo a década de 1990.

“Nos derradeiros meses da Segunda Guerra Mundial, reúnem-se numa villa italiana quatro pessoas: uma jovem enfermeira alquebrada que concentra todas as energias no seu último doente moribundo, um inglês desconhecido, sobrevivente de um desastre de avião, cujo espírito navega à deriva numa vida de segredos e paixões; um ladrão cujos ‘talentos’ o transformam em herói de guerra, e numa das suas vítimas; e um soldado indiano do exército britânico, perito na neutralização de bombas, a quem três anos de guerra ensinaram que «a única coisa segura é ele próprio”, pode ler-se na sinopse do livro.

 

Multipremiado ao longo da carreira, Ondaatje lançou este ano o seu mais recente livro, intitulado “Warlight”.

 

Entre os finalistas para a edição “de ouro” do Man Booker encontravam-se ainda V. S. Naipaul, com Num Estado Livre (1971), Penelope Lively, com Moon Tiger (1987), Hilary Mantel, com Wolf Hall (2009), e George Saunders, com Lincoln no Bardo (2017).

 

 

Via: Jornal Observador