Conheça ‘Milkman’, de Anna Burns, Prémio Booker Man 2018

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‘O QUE TRATA “MILKMAN”?
Em “Milkman” — vencedor do Prémio Man Booker deste ano —, Anna Burns narra a história dos encontros entre uma adolescente e um homem casado que tem a reputação de seduzir jovens, e que é membro de uma organização paramilitar. “É uma história de brutalidade, invasão sexual e resistência, envolvida em humor mordaz. Decorre numa sociedade dividida em si própria, explorando as formas insidiosas de opressão que podem surgir na vida quotidiana”, expressou Kwame Anthony Appiah, presidente do júri do prémio.

QUAIS AS RAZÕES PARA TER VENCIDO?
Segundo Kwame Anthony Appiah, presidente do júri, “Nenhum de nós leu algo assim antes. A voz altamente distintiva de Anna Burns desafia o pensamento e a forma convencionais, numa prosa surpreendente e imersiva”.

QUANTO VALE O PRÉMIO?
O prémio Man Booker, que distingue anualmente um livro de ficção escrito em inglês e publicado no Reino Unido no ano do galardão — independentemente da nacionalidade do autor —, tem o valor de 50 mil libras (mais de 56 mil euros). No entanto, o prémio vai para lá do valor monetário atribuído.

O QUE MUDA DEPOIS DE SE VENCER?
Em 2017, o Prémio Man Booker foi atribuído ao norte-americano George Saunders — com o romance “Lincoln no Bardo” (“Lincoln in the Bardo”), publicado em Portugal pela Relógio d’Água — e a organização do prémio afirma que as vendas das obras premiadas sobem significativamente logo nas semanas após o anúncio do galardão. No caso de Saunders, as vendas aumentaram 1227%.

QUAIS ERAM OS OUTROS LIVROS A CONCURSO?
Os seis livros finalistas do galardão eram “Washington Black”, de Esi Edugyan, “The Overstory”, de Richard Powers, “Milkman”, de Anna Burns, “The Long Take”, de Robin Robertson, “Everything Under”, de Daisy Johnson, e “The Mars Room”, de Rachel Kushner.

Kwame Anthony Appiah, presidente do júri responsável pela escolha das obras, tinha considerado, quando foram anunciados os seus finalistas, que cada um daqueles títulos de ficção eram “um milagre da invenção estilística, em que a linguagem ocupa o centro do palco”.

Este é o quinto ano em que o Prémio Man Booker está aberto a escritores de qualquer nacionalidade que escrevam em inglês e publiquem no Reino Unido e na Irlanda. A lista curta deste ano distinguia como finalistas três escritores do Reino Unido, dois dos Estados Unidos da América e um do Canadá.’

 

Via Jornal Expresso