O último adeus de Leonard Cohen

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A assinalar dois anos desde a morte de Leonard Cohen, foi lançado o livro póstumo The Flame, num último adeus daquele que foi um dos melhores compositores do nosso tempo. Embora tenha sido na música que obteve maior reconhecimento, foi como escritor que iniciou a sua carreira, tendo sido laureado com o Prémio Príncipe das Astúrias das Letras em 2011. Juntou-se, assim, a uma lista de vencedores que conta com nomes  consagrados da literatura como Günter Grass, Nobel da Literatura em 1999, Philip Roth ou Margaret Atwood.

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Foi em 1956, com apenas 22 anos, que publicou o seu primeiro livro de poesia, Let Us Compare Mythologies, ao qual se seguiu, em 1961,  The Spice Box of Earth, com o qual alcançaria reconhecimento internacional. Em 1963, lança The Favorite Game (O Jogo Favorito), o seu primeiro romance, seguido de um novo livro de poemas, Flowers for Hitler em 1964; e, em 1966, o seu segundo romance Beautiful Losers (Vencidos da Vida).

The Flame, disponível, para já, apenas em inglês, reúne poemas e letras de canções dos últimos álbuns, entre outros inéditos e apontamentos soltos, acompanhados por inúmeras ilustrações. O  livro, terminado dias antes da morte de Cohen, aborda temas  semelhantes aos do seu último álbum – You Want it Darker – como a passagem do tempo e a sombra da mortalidade  Segundo o Público, são ainda abordados temas comuns da sua obra como a “atracção erótica”, “o estado sombrio do mundo nos últimos anos, a sua passagem por um mosteiro budista na década de 1990, bem como o último encontro com o seu mestre zen, Roshi – acusado entretanto de abusos sexuais –, numa espécie de autobiografia poética que percorre os seus 82 anos de vida.”

 

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