5 livros recomendados por Michelle Obama

389be86b-cf2a-4a19-a0bb-03b9cb6e045d-Becoming_book_jacket_flat_Miller_Mobley

No dia em que celebra 55 anos, partilhamos 5 livros recomendados por Michelle Obama. Em entrevista ao New York Times, a ex-primeira dama dos EUA falou sobre os seus hábitos de leitura e quais os livros que a marcaram no ano que passou. Fique com as sugestões.

nf

1. Uma Educação, Tara Westover

Tara Westover cresceu a preparar-se para o Fim dos Tempos, para ver o Sol escurecer e a Lua pingar, como que de sangue. Passava o verão a conservar pêssegos e o inverno a cuidar da rotatividade das provisões de emergência da família, na esperança de que, quando o mundo dos homens falhasse, a sua família continuasse a viver. Não tinha certidão de nascimento e nunca pusera um pé na escola. Não tinha boletim médico, porque o pai não acreditava em médicos nem em hospitais. Não havia quaisquer registos da sua existência.  O pai foi ficando cada vez mais radical com o passar do tempo, e o seu irmão, mais violento. Aos dezasseis anos, Tara decidiu educar-se a si própria. A sua sede de conhecimento haveria de a levar das montanhas do Idaho até outros continentes, a cruzar os mares e os céus, acabando em Cambridge e Harvard. Só então se perguntou se tinha ido demasiado longe. Se ainda podia voltar a casa.

Uma Educação é a história apaixonante de uma mulher que se reinventa. Mas é também uma história pungente de laços de família e de dor quando esses laços são cortados. Com o engenho dos grandes escritores, Tara Westover dá forma, a partir da sua experiência singular, a uma narrativa que vai ao cerne do que é a educação e do que ela nos pode oferecer: a perspetiva de ver a vida com outros olhos e a vontade de mudarmos.

250x

2. Passagem para o Ocidente, Mohsin Hamid

Num cenário de guerra, é possível o amor e a esperança. A história do amor furtivo de Nadia e Saeed tem lugar numa cidade não nomeada cheia de postos de controlo e de bombas, um labirinto humano à beira da rutura.  Quando a guerra civil rebenta, surgem estranhos rumores sobre a existência de portas clandestinas que levam a outros países. À medida que a violência aumenta, os dois jovens sabem que têm de deixar para trás a vida que sempre conheceram, embarcando numa viagem sem regresso, vertiginosa e cheia de surpresas.

Numa mistura singular de realismo e magia, Passagem para o Ocidente é um belíssimo romance sobre refugiados, que nos leva a questionar em que mundo queremos viver.

502x-64

3. Comunidade, Ann Patchett

Seguindo a história poderosa de duas famílias, unidas através da beleza e separadas pela tragédia, este é o romance mais fabuloso de Ann Patchett. Tudo começa em 1964, quando Bert Cousins aparece sem ser convidado no batizado de Franny Keating, com uma garrafa de gin. Antes de a noite cair, beija a mãe da criança, Beverly, e inicia a dissolução dos seus casamentos e a união das duas famílias, firmando um destino que se se concretizará sete anos depois. Em 1988, Franny Keating, com 24 anos, envolve-se com um autor conhecido, Leon Posen, e fala-lhe da família, perdendo o controlo sobre as suas histórias. A infância dos irmãos torna-se o ponto de partida para um livro bestseller, forçando-os a encarar os sentimentos de perda e culpa, mas também a forte ligação que os une.

Contrabalançando humor e sofrimento, Comunidade é uma história sobre família, traição e os laços profundos do amor e da responsabilidade que nos ligam.

502x-65.jpg

4. As Vinhas da Ira, John Steinbeck

Na década de 1930, as grandes planícies do Texas e do Oklahoma foram assoladas por centenas de tempestades de poeira que causaram um desastre ecológico sem precedentes, agravaram os efeitos da Grande Depressão, deixaram cerca de meio milhão de americanos sem casa e provocaram o êxodo de muitos deles para oeste, rumo à Califórnia, em busca de trabalho. Quando os Joad perdem a quinta de que eram rendeiros no Oklahoma, juntam-se a milhares de outros ao longo das estradas, no sonho de conseguirem uma terra que possam considerar sua. E noite após noite, eles e os seus companheiros de desdita reinventam toda uma sociedade: escolhem-se líderes, redefinem-se códigos implícitos de generosidade, irrompem acessos de violência, de desejo brutal, de raiva assassina.

Este romance que é universalmente considerado a obra-prima de John Steinbeck, publicado em 1939 e premiado com o Pulitzer em 1940, é o retrato épico do desapiedado conflito entre os poderosos e aqueles que nada têm, do modo como um homem pode reagir à injustiça, e também da força tranquila e estoica de uma mulher. As Vinhas da Ira é um marco da literatura mundial.

502x-67.jpg

5. Um dia na neve, Ezra Kack Keats

Um Dia de Neve (1962), do ilustrador norte-americano Ezra Jack Keats, é hoje um clássico e uma referência de diversidade racial na literatura para crianças.

Inédito até agora em Portugal, este álbum é protagonizado por Pedro, o primeiro protagonista afro-americano das histórias infantis.

Encantado com a neve lá fora, Pedro sai para brincar.
Faz bonecos de neve, desenha, escala, escorrega e, no dia seguinte, partilha os jogos com o seu melhor amigo.

Uma história de descoberta e amizade, já traduzida em diversas línguas.

O SEU LIVRO

dd9ypxyvmaimb-b

Nas suas memórias, uma obra de reflexão profunda e uma narrativa fascinante, Michelle Obama convida os leitores a entrar no seu mundo, relatando as experiências que a moldaram – desde a infância na zona sul de Chicago, passando pelos anos como executiva, equilibrando as exigências da maternidade e o trabalho, até ao tempo passado no endereço mais famoso do mundo. Terno, sábio e revelador, Becoming – A minha história é um relato íntimo de uma mulher de alma e substância que desafiou constantemente as expectativas – e cuja história nos inspira a fazer o mesmo. Esta é a história de como Michelle LaVaughn Robinson Obama se tornou quem é. É uma história de esperança e otimismo, um relato de uma jornada ainda em curso de uma rapariga do South Side de Chicago cuja vida tem estado repleta de altos e baixos, oportunidades extraordinárias e momentos triviais que se têm provado essenciais para fazer dela a pessoa que ela é.