Prémio Nobel da Literatura de regresso e com dois vencedores

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Depois do escândalo provocado por Jean-Claude Arnault, marido de uma dos membros do júri da Academia Sueca, que levou a que o anúncio do Prémio Nobel da Literatura tenha sido adiado pela primeira vez em 70 anos, a Academia decidiu retomar a atribuição do mais importante prémio literário.

Este ano, em vez de um, teremos dois laureados com o Prémio Nobel da Literatura, sendo que será anunciado o vencedor de 2018 e o de 2019 em simultâneo. Segundo o DN, “o Comité do Nobel, normalmente composto por cinco membros que recomendam um laureado ao resto da Academia, deve incluir em 2019 e 2020 ‘cinco especialistas externos’, incluindo críticos, editores e redatores entre os 27 e os 73 anos”.

A cerimónia de entrega do prémio deverá acontecer em outubro e o Conselho de Diretores da Fundação Nobel acredita que “embora seja necessário tempo para restaurar completamente a confiança [na Academia],  (…)  as condições serão cumpridas”.

De recordar que, em outubro do ano passado, uma Nova Academia, criada para colmatar a ausência da atribuição do prémio Nobel da Literatura, premiou a guadalupense Maryse Condé, a partir de uma lista de nomeados, da qual Haruki Murakami pediu para ser retirado. Embora o autor japonês tenha apresentado como justificação a necessidade de se concentrar “na escrita” e de ficar longe da “atenção da comunicação social”, esta situação foi interpretada pelo público como uma forma de evitar ser descartado da lista oficial do Nobel da Literatura, ao ser distinguido por esta.

Resta descobrir o que a Academia Sueca decidirá, considerando que, para além de Haruki Murakami, outros nomes já foram falados como merecedores desta distinção, como  Margaret Atwood, Don DeLillo, Cormac McCarthy, John Banville, Milan Kundera, Joyce Carol OatesJavier Marías, ou mesmo António Lobo Antunes e Agustina Bessa-Luís.

Será desta que Portugal tem um novo Prémio Nobel da Literatura?