Março 08

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Dia da mulher | 15 livros sobre mulheres inspiradoras

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Em celebração do Dia da Mulher, fizemos uma seleção de 15 livros sobre mulheres inspiradoras, algumas reais, outras personagens fictícias, que desafiaram obstáculos, expetativas e convenções e inspiraram leitores por todo o mundo. Como escreveu um dia Simone de Beauvoir: “Não se nasce mulher: torna-se”.

 

 

Histórias reais

 

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1. Uma Educação, Tara Westover

Tara Westover cresceu a preparar-se para o Fim dos Tempos, para ver o Sol escurecer e a Lua pingar, como que de sangue. Passava o verão a conservar pêssegos e o inverno a cuidar da rotatividade das provisões de emergência da família, na esperança de que, quando o mundo dos homens falhasse, a sua família continuasse a viver.
Não tinha certidão de nascimento e nunca pusera um pé na escola. Não tinha boletim médico, porque o pai não acreditava em médicos nem em hospitais. Não havia quaisquer registos da sua existência.
O pai foi ficando cada vez mais radical com o passar do tempo, e o seu irmão, mais violento. Aos dezasseis anos, Tara decidiu educar-se a si própria. A sua sede de conhecimento haveria de a levar das montanhas do Idaho até outros continentes, a cruzar os mares e os céus, acabando em Cambridge e Harvard. Só então se perguntou se tinha ido demasiado longe. Se ainda podia voltar a casa.

Uma Educação é a história apaixonante de uma mulher que se reinventa. Mas é também uma história pungente de laços de família e de dor quando esses laços são cortados. Com o engenho dos grandes escritores, Tara Westover dá forma, a partir da sua experiência singular, a uma narrativa que vai ao cerne do que é a educação e do que ela nos pode oferecer: a perspetiva de ver a vida com outros olhos e a vontade de mudarmos.

2. Livre, Cheryl Strayed

Aos 26 anos, Cheryl Strayed tinha perdido tudo – o casamento, a família, a estabilidade profissional -, e a sua existência aproximava-se perigosamente do ponto de não-retorno. Sem nada a perder, Cheryl decidiu embrenhar-se sozinha na natureza selvagem, percorrendo a pé, durante três meses, mil e setecentos quilómetros do Pacific Crest Trail, desde o deserto de Mojave, ao longo da Califórnia e do Oregon, até ao estado de Washington.

Numa fusão única entre livro de memórias e narrativa de aventuras, esta obra inspiradora é um testemunho vivo da capacidade do espírito humano para superar as crises mais agudas e reinventar um sentido para a vida.

3. Eu serei a última, Nadia Murad

Um testemunho íntimo de sobrevivência, uma história terrível e inspiradora.

A 15 de Agosto de 2014 a vida de Nadia Murad mudou para sempre. As tropas do Estado Islâmico invadiram a sua aldeia, onde a minoria yazidi levava uma vida tranquila, e levaram a cabo um massacre. Executaram homens e mulheres, entre eles a mãe e seis dos seus irmãos e amontoaram os corpos em valas comuns.

Nadia, que tinha então 21 anos, foi sequestrada e vendida como escrava sexual. Os soldados torturaram-na e violaram-na repetidamente até que, numa noite, conseguiu fugir pelas ruas de Mossul.

Para que não se esqueça, porque quer ser a última a vivê-la, Nadia conta a sua história.

Mentes brilhantes

 

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4. Elementos secretos, Margot Lee Shetterly

Entre estas “calculadoras” havia um pequeno grupo excecional de mulheres afro-americanas, especialmente talentosas. Faziam parte das mentes mais brilhantes da sua geração. Mulheres que tinham sido relegadas para ensinar matemática em escolas públicas só para negros do Sul, mas que foram chamadas para servir durante a Segunda Guerra Mundial, devido à escassez de mão de obra, quando a indústria da aviação necessitava de qualquer pessoa que pudesse ajudar. De repente, essas mulheres desvalorizadas até então, encontraram empregos adequados à sua genialidade, e responderam afirmativamente à chamada do Tio Sam e foram para Hampton, na Virgínia, para o fascinante laboratório aeronáutico de Langley.

Mesmo ali, foram segregadas do resto das mulheres porque a Lei na Virgínia assim o estabelecia. Deste modo, esta equipa ajudou de forma excelente a que os Estados Unidos ganhassem a corrida espacial à URSS durante a Guerra Fria.

Esta é a história incrível de um grupo de matemáticas afro-americanas que, com os seus cálculos, ajudaram a NASA e os EUA em alguns dos acontecimentos mais importantes da corrida espacial.

5. Frida Kahlo, Maria Hesse

A vida de Kahlo, desde a sua infância, passando pelo acidente traumático que mudaria sua vida e sua arte, seu amor complicado por Diego Rivera e a feroz determinação que a levou a se tornar uma grande artista.

Inspirado pelas experiências da icônica pintora mexicana, este livro oferece um belo passeio ilustrado pela vida e obra de Frida Kahlo.

6. Diário 1927-1941, Virginia Woolf

 Entre 1927 e 1941, Virginia Woolf viveu um dos seus períodos criativos mais fecundos e afirmou-se como uma das figuras de maior relevo dentro da sociedade literária londrina. Neste período foi um dos maiores expoentes de um conjunto de artistas e intelectuais empenhados na defesa da importância das artes e que ficou conhecido como o Grupo de Bloomsbury.

São desta época algumas das suas obras mais marcantes, nomeadamente Rumo ao Farol (1927), Orlando (1928) e Um Quarto que Seja Seu (1929).
Neste diário, somos convidados a conhecer as suas reflexões mais íntimas sobre o mundo e sobre a Humanidade, com a singularidade e universalidade que muito poucos conseguem alcançar.

 

Pequenas grandes mulheres

 

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7. Mariposa, Yusra Mardini

Yusra Mardini abandonou a Síria em 2015, com apenas 17 anos, depois de uma bomba destruir o telhado da piscina onde costumava treinar. Juntamente com a irmã mais velha, embarcou num bote sobrelotado de refugiados em direção à costa da Turquia. Quando a embarcação se começou a afundar, Yusra tomou uma decisão arrojada que mudou a sua vida e salvou os restantes passageiros: atirou-se ao mar para fazer avançar o bote até à costa de Lesbos.

A viagem durou várias horas. Mariposa conta a história da jovem Yusra, da Síria devastada pela guerra até aos jogos olímpicos no Rio de Janeiro, onde competiu na recém-formada Equipa Olímpica de Refugiados e realizou o seu sonho de se tornar nadadora olímpica. Ao contar a sua história, a jovem demonstra-nos que os refugiados são pessoas comuns em circunstâncias extraordinárias, que fogem das suas casas para não morrerem dentro delas.

8. O Diário de Anne Frank – Diário Gráfico, Ari Folman, David Polonsky e Anne Frank

Escrito entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944, O Diário de Anne Frank foi publicado pela primeira vez em 1947, por iniciativa de seu pai, revelando ao mundo o dia a dia de dois longos anos de uma adolescente forçada a esconder-se, juntamente com a sua família e um grupo de outros judeus, durante a ocupação nazi da cidade de Amesterdão.

Todos os que se encontravam naquele pequeno anexo secreto acabaram por ser presos em agosto de 1944, e em março de 1945 Anne Frank morreu no campo de concentração de Bergen-Belsen, a escassos dois meses do final da guerra na Europa. O seu diário tornar-se-ia um dos livros de não ficção mais lidos em todo o mundo, testemunho incomparável do terror da guerra e do fulgor do espírito humano.

9. Eu, Malala, Malala Yousafzai e Christina Lamb

No dia 9 de outubro de 2012, Malala Yousafzai, então com 15 anos, regressava a casa vinda da escola quando a carrinha onde viajava foi mandada parar e um homem armado disparou três vezes sobre a jovem. Nos últimos anos Malala – uma voz cada vez mais conhecida em todo o Paquistão por lutar pelo direito à educação de todas as crianças, especialmente das raparigas – tornou-se um alvo para os terroristas islâmicos. Esta é a história, contada na primeira pessoa, da menina que se recusou a baixar os braços e a deixar que os talibãs lhe ditassem a vida. É também a história do pai que nunca desistiu de a encorajar a seguir os seus sonhos numa sociedade que dá primazia aos homens, e de uma região dilacerada por décadas de conflitos políticos, religiosos e tribais. Um livro que nos leva numa viagem extraordinária e que nos inspira a acreditar no poder das palavras para mudar o mundo.

 

Para os mais novos

 

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10. Amelia Earhart, Mariadiamantes e M.ª Isabel Sánchez Vegara

A pequena Amelia Earhart tinha os pés bem assentes na terra, mas o seu sonho era andar com a cabeça nas nuvens.

Um dia, o seu sonho de menina concretizou-se e Amelia tornou-se a primeira mulher a rasgar as nuvens sobre o Oceano Atlântico, de avião.

Nesta coleção, meninos e meninas vão descobrir como pequenos sonhos se transformam em grandes histórias de vida que mudaram o mundo em que vivemos.

11. Histórias de Adormecer para Raparigas Rebeldes 2, Elena Favilli e Francesca Cavallo

Depois de o primeiro volume de Histórias de Adormecer Para Raparigas Rebeldes ter embalado mais de um milhão de pessoas, as autoras Francesca Cavallo e Elena Favilli dão-nos a conhecer cem novas histórias de mulheres extraordinárias cujas vidas imprimiram no mundo uma marca de coragem, iniciativa e irreverência. Cada biografia é um pequeno conto inspirador que nos faz sonhar com um infinito universo de possibilidades. Entre escritoras, astronautas, fotógrafas, atrizes, políticas, cantoras, professoras, ativistas, revolucionárias, rainhas, enfermeiras, acrobatas… Estão mulheres tão diferentes como Agatha Christie, Yeonmi Parke, Nefertiti, J.K. Rowling, Beatrix Potter ou Simone Veil. Vidas que renovam a nossa esperança num mundo mais justo, igualitário e belo. Histórias que inspiram a sonhar mais longe.

12. Portuguesas ExtraordináriasMaria do Rosário Pedreira

As mulheres portuguesas são famosas por serem trabalhadoras, lutadoras, carinhosas e dedicadas. Cavaleiras, empresárias, políticas… Ao longo da História, várias foram as que se rebelaram contra convenções e obstáculos e alcançaram feitos incríveis que mudaram Portugal e o Mundo.

Este livro, com ilustrações apelativas, biografias, curiosidades e factos históricos fascinantes, celebra algumas das mais importantes portuguesas que se destacaram em diferentes áreas, da política às letras e ao empreendedorismo.

Fica a conhecer as pioneiras que abriram caminho para futuras gerações de mulheres extraordinárias: Josefa de Óbidos; Catarina de Bragança; Vieira da Silva; Catarina Eufémia; Maria de Lourdes Pintasilgo; Maria Lamas; entre outras.

 

Heroínas de histórias

 

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13. Jane Eyre, Charlotte Brontë

Jane Eyre, pobre e órfã, cresceu em casa da sua tia, onde a solidão e a crueldade imperavam, e depois numa escola de caridade com um regime severo. Esta infância fortaleceu, no entanto, o seu carácter independente, que se revela crucial ao ocupar o lugar de preceptora em Thornfield Hall. Mas, quando se apaixona por Mr. Rochester, o seu patrão, um homem de grande ironia e algum cinismo, a descoberta de um dos seus segredos força-a a uma opção. Deverá ficar com ele e viver com as consequências, ou seguir as suas convicções, mesmo que para tal tenha de abandonar o homem que ama? Publicado em 1847, “Jane Eyre” chocou inúmeros leitores da Inglaterra vitoriana com a apaixonada e intensa busca de uma mulher pela igualdade e a liberdade.

14. Mulherzinhas, Louisa May Alcott

As irmãs Meg, Jo, Beth e Amy passam por um período difícil depois de verem o pai partir para a guerra e de se confrontarem com problemas económicos inesperados. No entanto, a união familiar e o espírito lutador que conseguem manter juntamente com a mãe ajudam-nas a ultrapassar todas as dificuldades. Quer em casa quer nas relações com os amigos e vizinhos, conseguem surpreender e continuar a ser fiéis aos seus sonhos, vivendo todos os dias com esperança e boa disposição. Um livro que nos dá o retrato de uma família de classe média americana do seu tempo, sublinhando os seus principais valores morais, e em que o amor e a coragem se revelam mais fortes do que todas as dificuldades.

15. A Letra Escarlate, Nathaniel Hawthorne

Na América puritana, o peito das mulheres adúlteras era marcado com uma letra escarlate, a marca da infâmia. Nesta sociedade quase totalitária, onde a vontade individual se verga ao peso da moralidade, uma mulher, Hester, será ostracizada, perseguida e vilipendiada por um crime que não é crime – amar fora do casamento. Mas ela ergue-se em todo o seu esplendor. Resiste e persiste. Indomável. Além de Hester, duas outras personagens permanecem na memória do leitor. Arthur Dimmesdale, o amante cobarde, torturado pelo peso da culpa, incapaz de assumir a sua relação. E Roger Chillingworth, o marido traído, de espírito vingativo, atormentando a vida dos amantes.
Psicologicamente denso, de uma simbologia complexa, este é o primeiro dos grandes romances americanos. Uma obra única. Uma obra imortal. Um verdadeiro monumento à literatura.