O que o(a) faz feliz?

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Hoje, dia 20 de março, celebra-se o Dia Internacional da Felicidade. 

Vergílio Ferreira afirmou que “há o desejo, que não tem limite, e há o que se alcança, que o tem”, sendo que a felicidade consiste “em fazer coincidir os dois” (in 1000 Frases de Vergílio Ferreira). A felicidade é um estado que varia consoante cada um de nós e é, também, uma das sensações mais complexas de definir. Qualquer que seja a resposta, nós acreditamos que o caminho passa certamente por um livro. Hoje, sugerimos 9 caminhos possíveis:

 

 

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A felicidade da auto-descoberta…

  • “Comer, Orar e Amar”de Elizabeth Gilbert. É aqui que a escritora narra, na primeira pessoa, a forma como se reinventou a si mesma entre o prazer de Itália, o rigor espiritual da Índia e o verdadeiro amor na Indonésia, depois de um divórcio complicado e um sentimento de solidão total nos subúrbios de Nova Iorque. Uma história que nos faz repensar na forma como vivemos a nossa vida e, acima de tudo, na importância que a auto-estima deve ter no nosso dia-a-dia.
  • “As Vantagens de Ser Invisível”, de Stephen Chbosky. Um livro para quem aprecia o género de Jovem Adulto, vai ao encontro de Charlie, um rapaz de 15 anos que após muitos anos marcados pela timidez e a insegurança, consegue inserir-se num grupo de típicos adolescentes, com todas as suas aventuras e dramas. É a verdadeira essência do que significa descobrir os valores da amizade e do amor, absorvendo os momentos de pura felicidade de uma forma que só um adolescente conseguiria sentir.
  • “Deve Ser Primavera Algures”, de Pedro Rodrigues. O romance de estreia do autor aborda a dureza da vida e a importância de se manter viva a esperança por uma primavera que acaba sempre por chegar, mesmo depois do mais rigoroso inverno, através da voz de Joana, uma jovem que parece estar a remar contra a corrente mas que continua a querer ser resiliente como uma flor, uma que teima em brotar entre as pedras da calçada.

 

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A felicidade pela inspiração…

  • “O Lado Selvagem”, de Jon Krakauer. Baseado no caso real de Christopher McCandless, um jovem de 22 anos que, ao terminar a faculdade, doou todo o seu dinheiro a uma instituição de caridade, mudou de identidade e partiu em busca de uma experiência genuína que transcendesse o materialismo do quotidiano. É um testemunho poderoso que relata a superação humana aos mais diversos obstáculos, numa viagem que começa no Oeste americano e termina no Alasca.
  • “O que aprendi com Bob”, de James Bowen. Depois de nos dar a conhecer a história de como conheceu o gato de rua em 2007, o autor descreve agora as lições que Bob lhe ensinou ao longo dos anos, tal como o valor da amizade, o poder da calma e a importância de saber apreciar as coisas simples da vida.
  • “Becoming – A Minha História”de Michelle Obama. Uma das histórias mais inspiradoras do momento, é considerada muito mais do que uma autobiografia. Nas palavras de Patrícia Dengucho, livreira da Bertrand Porto Alameda Shop & Spot, a escritora “guia-nos com genial graça e impiedade pelas memórias dos seus dias enquanto jovem estudante de uma família carenciada até aos últimos momentos como Primeira Dama dos Estados Unidos da América”.

 

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A felicidade das pequenas coisas…

  • “O Livro do Hygge”, de Meik Wiking. Um sucesso que revolucionou por completo a vida dos portugueses, revela o segredo para se ser mais feliz, oriundo da Dinamarca, o país com a reputação de ser um dos mais felizes do mundo. O termo “hygge” descreve tudo um pouco, mas é, acima de tudo, “a arte de criar uma boa atmosfera”, ao mesmo tempo que se baseia em união, em prazer, em calor e até mesmo descanso (via Freakonomics Podcast). Em suma, o livro perfeito para encontrar a felicidade nos pequenos detalhes.
  • “Arrume a Sua Casa, Arrume a Sua Vida”, de Marie Kondo. O último fenómeno mundial, que inclusive originou uma série de televisão pela Netflix, baseia-se numa fórmula muito simples: espaços desarrumados e feios resultam de estados de espírito infelizes e causam ainda mais infelicidade. Através deste guia repleto de dicas práticas e simples, apercebemo-nos que cuidar do espaço que nos rodeia é muito mais do que “arrumar a tralha”, mas sim proporcionar um ambiente de tranquilidade e ordem.
  • “A Arte Sueca de Deixar a Vida em Ordem”, de Margareta Magnusson. Muito comparada à obra de Marie Kondo, este livro assenta numa técnica de arrumação chamada döstädning, onde significa “morte” e städning significa “limpeza”. Aqui, no meio da essência escandinava, Magnusson aconselha a distribuir e a dar as coisas a amigos e família, em vez de mandar para o lixo ou fazer reciclagem. Numa perspectiva mais próxima da relação familiar, promete libertá-lo a si e à sua família a uma vida de desordem.

 

Nós somos felizes por o(a) termos desse lado e por podermos partilhar consigo este amor pela literatura.

Seja feliz.