Março 22

Dia de Recordar Goethe

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Goethe é um dos grandes escritores da Literatura Europeia. Joyce nomeava assim a “Santíssima Trindade” da escrita na Europa: Dante, Goethe e Shakespeare. Dos três, talvez seja o que tem obra menos divulgada, mas todos já ouviram falar do “Fausto” e de “Werther”.

É “A Paixão do Jovem Werther”, escrito e publicado em 1774, que lhe traz alguma notoriedade.
Em Roma, onde convive com a colónia artística alemã e suíça, a sua paixão por Faustina dará origem aos poemas “Elegias Romanas”. Goethe sente-se atraído pelo sexo e pelo classicismo. Em Itália escreveu as obras “Ifigénia”, “Egmont”, cenas do “Tasso” e do “Fausto”, elaborou um diário das suas observações botânicas e pintou mais de mil desenhos e aguarelas.

“Fausto” é a sua grande obra, escrita e reescrita ao longo de vários anos, mesmo décadas. O mito de Fausto é bem conhecido e remonta a muito antes de Goethe. A ambição de Fausto fá-lo vender a alma ao diabo, em troca de mais sabedoria, poder e prazer na terra. É uma história com a moral determinada pelo luteranismo: não devemos deixar-nos levar pelo que parece ser fácil de conseguir e de nada vale ganhar o mundo em troca da nossa alma. Mas a história do Fausto de Goethe não é bem assim, e torna-se muito mais complexa. Sabemos logo no prólogo que Fausto não irá para o Inferno. Deus permite que o Diabo (Mefistófeles) conceda poderes a Fausto, acreditando que este os poderá usar de forma criativa. Mas Fausto também pode fazer coisas terríveis, como seduzir a jovem Gretchen, engravidá-la e abandoná-la.
Goethe terminou a última versão do seu “Fausto”, meses antes de morrer, em 1832, com 83 anos.

 

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1. “A Paixão do Jovem Werther”

2. “Fausto”

3. “As Afinidades Electivas”

4. “Viagem a Itália”