Março 25

Djaimilia Pereira de Almeida vence Prémio Literário Fundação Inês de Castro 2018

Djaimilia Pereira de Almeida venceu o Prémio Literário Fundação Eugénio de Castro 2018, com o seu mais recente romance, Luanda, Lisboa, Paraíso, editado pela Companhia das Letras. O Prémio, que já vai na sua 12.ª edição, foi anunciado na passada terça-feira pela organização e será entregue no próximo dia 30 de março, no Hotel Quinta das Lágrimas, em Coimbra.

Adicionalmente, o Prémio Tributo de Consagração foi atribuído ao tradutor e poeta José Bento, pelo seu contributo na divulgação da cultura hispânica em Portugal, ao traduzir autores como Ortega y Gasset, Jorge Luis Borges ou Federico García Lorca.

O galardão foi outorgado por maioria do júri, presidido por José Carlos Seabra Pereira e composto por Mário Cláudio, Isabel Pires de Lima, Pedro Mexia e António Carlos Cortez.

Em 2015, Djaimilia Pereira de Almeida fazia a sua estreia literária com Esse cabelo, romance que ganhou destaque com o Prémio Novos em 2016, na categoria de Literatura. Após alguns ensaios e revistas literárias, a escritora regressa à ficção em 2018, com o livro premiado, uma obra que acentua o seu lugar enquanto “narradora atenta e singular, com um ponto de vista único” (via Público).

Luanda, Lisboa, Paraíso conta a história de Cartola de Sousa e Aquiles, pai e filho, que viajam para Lisboa, por volta de 1980, deixando para trás Glória, a mãe doente e imobilizada na cama, entregue aos cuidados da filha, Justina. O título do livro traça o percurso feito por pai e filho, numa viagem sem retorno, onde começam em Luanda, viajam para Lisboa, acabando a viver numa pensão para, mais tarde, acabarem a viver no Paraíso, um bairro da lata na margem sul do Tejo.

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Título: Luanda, Lisboa, Paraíso

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 240

Citação: «Se o entendimento entre duas almas não muda o mundo, nenhuma ínfima parte do mundo é exactamente a mesma depois de duas almas se entenderem.» 

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