5 Curiosidades sobre o Teatro

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Para celebrar consigo o Dia do Mundial do Teatro, fomos descobrir algumas curiosidades relacionadas com esta forma de arte universal, cujas origens remontam à Grécia Antiga e que se mantém, até aos dias de hoje, como uma das mais importantes manifestações artísticas de sempre.

 

1. As origens do teatro

As opiniões dividem-se no que diz respeito à origem do teatro. Por um lado, há informações de que a primeira representação tenha acontecido 2500 anos a.C, no Egipto Antigo, abordando o mito de Osíris e Ísis. No entanto, muitas fontes apontam o século VI a.C, na Grécia, como o momento em que as primeiras performances teatrais surgiram, nomeadamente como resultado das festas dionisíacas que eram realizadas em homenagem a Dionísio, Deus do vinho.

Independentemente das suas origens, o teatro sempre foi encarado como manifestação sagrada, que permitia uma possível aproximação aos Deuses. Na Grécia, os teatros aconteciam durante a Primavera, ao ar livre, e com a utilização de máscaras que não só criavam uma maior relação com o público, como também transmitiam as emoções das  personagens da peça.

 

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2. Até ao século XVII, o teatro era apenas composto por homens

As mulheres estavam proibidas de participar em peças de teatro. Na cultura grega, por exemplo, “permitir que mulheres representassem em público era considerado ‘perigoso’, pelo que quando os homens pegavam nos papéis dedicados ao sexo feminino, esse perigo era neutralizado” (NCTheatre). Este sentimento manteve-se até sensivelmente ao século XVII, quando mulheres começaram a ser incluídas num novo tipo de teatro – a ópera. Ainda assim, esta novidade não agradou à Igreja Católica, que mostrou o seu desagrado afirmando que era “impuro” e “impróprio” para as mulheres participarem no teatro.

A primeira actriz a pisar os palcos ingleses foi Margaret Hughes, com o papel  de Desdemona em “Otelo”, de William Shakespeare.

 

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“uma leitura por molière” (1728), por Jean-François de Troy. via tumblr

3. As Pancadas de Molière

O dramaturgo Jean-Baptiste Poquelin, no séc. XVII, mais conhecido por Molière, ganhou notoriedade devido às pancadas que dava com o seu bastão, com o objetivo de alertar o auditório para a necessidade de fazer silêncio. Por norma, as pancadas eram tantas quantas as necessárias para o público se acalmar e assistir à peça sem perturbações. Hoje em dia, este sinal, está associado ao aviso de início da sessão.

Sabia que também há uma versão portuguesa das famosas pancadas de Molière? Um trambolho em madeira, suspenso de uma corda e que, por vezes, caía com demasiada força para o mesmo fim. A isto deram-lhe o nome de “diabo vicentino”, tendo as suas origens em Gil Vicente, o primeiro dramaturgo em Portugal (via Público).

 

4. Shakespeare é o autor da peça mais famosa do mundo

“Romeu e Julieta” é a peça de teatro mais famosa do mundo. Mais de 27 óperas já foram escritas com base na obra de William Shakespeare, já para não falar de espectáculos de ballet, música jazz, musicais, filmes, pinturas e outras formas de arte criadas ao longo dos anos (SoftSchools). Pelo facto de as mulheres ainda não serem permitidas em palco na altura da sua publicação – algures entre 1591 e 1595 -, acredita-se que era um homem a representar Julieta.

A peça mais vezes levada a cena é também de Shakespeare: “Hamlet”. É a obra mais longa do autor, com cerca de 4.042 linhas e acredita-se que o próprio Shakespeare tenha representado o Fantasma, quando a peça subiu pela primeira vez ao palco, no Globe Theathre. O filme da Disney “O Rei Leão” é uma adaptação de “Hamlet”.

 

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au theatre (1910-1915), albert gillaume. via tumblr

5. A origem da frase “parte uma perna” no teatro

A frase, tão conhecida e popularizada, principalmente entre actores e outros integrantes do teatro, tem a sua origem no séc. XVI, na altura de Shakespeare, hoje vista com um certo grau de superstição e equivalente a “boa sorte”.  Nessa época, se a representação tivesse sido boa, o público colocava-se de pé e atirava moedas para o palco; o actor, em gesto de agradecimento, colocava um joelho em terra, quebrando assim a linha da perna. Este movimento começou, então, a estar associado a um bom espectáculo, sendo que os actores começaram a tradição com a expressão “break the leg line” (quebra a linha da perna), mais tarde abreviada para “break a leg”, ou seja, “parte uma perna”. (via RTP1).

 

 

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