7 livros que marcaram a nossa infância

Hoje, celebra-se o Dia Internacional do Livro Infantil. Esta efeméride, instituída em 1967, aproveitou o dia em que se assinala também o nascimento de Hans Christian Andersen, o escritor dinamarquês e poeta de histórias infantis.

Se precisássemos de pretexto, este seria o ideal, para viajamos até à nossa infância, nas páginas de 7 livros especiais. Embarque connosco.

 

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1. “Matilda” (1988), de Roald Dahl

A história de “Matilda”, que ganhou o Children’s Book Award, no Reino Unido, pouco tempo depois de ser publicada em 1988, permanece no coração de muitos como um dos melhores clássicos infantis. A menina que ficou conhecida pela sua rebeldia e inteligência, e que se refugia nos livros, por ser tratada com desdém pelos pais e inferiorizada pela diretora da sua escola, é um símbolo para, para crianças e adultos, porque nos mostra o quão importante é defendermo-nos de quem nos trata mal. 

Para os fãs desta pequena heroína, e porque em 2018 se celebram os 30 anos da publicação original, o ilustrador Quentin Blake imaginou onde estaria Matilda agora, depois de todos estes anos, e os cenários são variados: desde Chefe Executiva na British Library, passando por Astrofísica, até Viajante pelo Mundo.

 

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2. “Os Cinco” (1942-1963), de Enid Blyton

Quem não se lembra de Júlio, David, Ana, Zé e o seu cão Tim? Faz parte da memória coletiva a história dos três irmãos que, em “Os Cinco na Ilha do Tesouro”, a primeira obra publicada, visitam pela primeira vez a sua prima Zé, em Kirrin, desafiando-os para uma aventura, ao visitar um navio naufragado, onde existe um suposto tesouro perdido. A partir daqui, foram várias as histórias com que Enid Blyton nos deliciou, numa saga que durou mais de vinte anos e que ainda hoje se mantém bem viva para as gerações mais novas.

 

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3. “Martine” (1966-), de Gilbert Delahaye e Marcel Marlier

Os livros originais foram publicados, pela primeira vez, em 1954, no entanto, só começaram a circular em Portugal em 1966, através da Editorial Verbo. Sempre a conhecemos como Anita, apesar de Martine ser o seu nome original (agora utilizado nas reedições da editora Zero a Oito). É quase um membro da nossa família, esta menina que encantou gerações e ensinou imensas crianças a lidar com as mais variadas situações, desde ser baby-sitter,  bailarina, aprender a cozinhar ou  tratar do jardim.

 

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4. “Mafaldinha” (1964-), de Quino

As tiras da irreverente “Mafalda” foram publicadas pela primeira vez em 1964, no jornal argentino Primera Plana – mas a sua voz contestadora continua bem presente nos dias de hoje. Com um Instagram e um Twitter, criada por Quino, cartoonista argentino galardoado com o Prémio Príncipe das Astúrias em 2014, a personagem de banda desenhada mantém-se ativa, na defesa dos direitos humanos, expondo os erros mais absurdos da sociedade.

Entre os incontáveis exemplos, destacamos o dia em que Mafalda ouviu na rádio:“O Papa fez uma chamada à paz”, acabando por comentar: “E deu ocupado como sempre, não é?” (via Diário das Notícias).

 

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5. “As Aventuras de Tintin” (1929-1976), de Hergé

Tintin e Milou são a dupla belga protagonista de grandes viagens e aventuras, que deram origem a dezenas de livros, como “Tintin e os Pícaros”, “As Aventuras de Tintin no País dos Sovietes” ou “Explorando a Lua”

Portugal foi o primeiro país a publicar as aventuras de Tintin noutra língua que não o francês, através do jornal infantil católico “O Papagaio”, em 1936; e foi também o primeiro país do mundo a publicar a banda desenhada a cores, também por intermédio do mesmo jornal – algo que nem França ou a Bélgica tinham ainda feito (via Mag Sapo).

 

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6. “O Principezinho” (1943), de Antoine de Saint-Exupéry

O terceiro livro mais traduzido no mundo (pelo menos em 250 línguas) é a história intemporal  d’ “O Principezinho”, que marcou a infância de várias gerações, desde a sua publicação, em 1943.

Pela mão de Saint-Exupéry, acompanhamos a viagem do pequeno príncipe, de planeta em planeta, cada um sendo um pequeno mundo povoado com um único adulto. Esta maravilhosa sequência criativa evoca não apenas os grandes contos de fadas de todos os tempos, como também o extravagante «Cidades Invisíveis» de Ítalo Calvino. Uma história terna que apresenta uma exposição sentida sobre a tristeza e a solidão, dotada de uma filosofia ansiosa e poética, que revela algumas reflexões sobre o que de facto são os valores da vida.

 

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7. Uma Aventura (1982-2018), de Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães

A colecção, exclusivamente portuguesa, iniciada em 1982, marcou as gerações mais novas. As gémeas Teresa e Luísa e os amigos Pedro, Chico e João formam um grupo que, à semelhança de “Os Cinco” e “Os Sete” de Enid Blyton, passam por uma série de aventuras e perigos, tendo Portugal como cenárip.

Segundo uma das autoras, Ana Maria Magalhães,  “As editoras não acreditavam em aventuras passadas em Portugal. Só queriam histórias de autores estrangeiros. Nós tínhamos ideia que não, que havia mercado”.  E houve. O resto faz parte da(s) história(s).

 

 

Estes são apenas uma amostra dos companheiros de aventuras que cresceram connosco. Qual foi o livro que marcou a sua infância?