Orfeu Negro eleita a melhor editora europeia

 

A editora portuguesa Orfeu Negro foi eleita a melhor da Europa, na Feira do Livro Infantil de Bolonha, que começou esta segunda-feira em Itália, um reconhecimento internacional para “uma editora de pormenores”, disse à Lusa a fundadora, Carla Oliveira (SapoMag).

Fundada em 2007 e dedicada sobretudo ao ensaio, a Orfeu Negro criou, em 2008, a coleção Orfeu Mini dedicada aos leitores mais novos, tendo sido por esse trabalho literário que recebe agora o galardão. “É importante porque é um reconhecimento dos pares, somos nomeados pelos editores presentes na feira e é também importante, porque são onze anos da Orfeu Mini, a trabalhar na escolha de autores, a tratar os livros com amor”, sublinhou ainda Carla Oliveira.

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“O livro inclinado”, de Peter Newell, publicado em 2009, é a obra com que Orfeu Negro se estreou no género infantil, enquanto que “Greve”, de Catarina Sobral, de 2011, foi o primeiro título português da editora. Por outro lado, o livro ilustrado de maior sucesso é “O incrível rapaz que comia livros”, de Oliver Jeffers, que já vendeu cerca de 20 mil exemplares.

Em 2013, a Feira do Livro Infantil de Bolonha criou um prémio que reconhece o trabalho das mais inovadoras editoras de livros ilustrados para crianças e jovens, tendo a Orfeu Negro sido agora distinguida como a melhor da Europa. O prémio atribuído na feira não é monetário, mas os vencedores são escolhidos pelas editoras participantes, naquela que é “uma das feiras mais relevantes na área da literatura e ilustração para a infância e juventude” (Público). Na primeira edição, o prémio já havia sido atribuído a uma editora portuguesa, Planeta Tangerina, e a Pato Lógico esteve também nomeada em 2016.

A 56.ª edição da feira de Bolonha decorrerá até quinta-feira. Este ano a Suíça é o país em destaque.