O que não sabia (e sempre quis saber) sobre…

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Vendem milhões de exemplares das suas obras por esse mundo fora, seja a escrever romances, thrillers ou épicos de fantasia. Estes contadores de histórias são grandes estrelas do mundo dos best-sellers e foram selecionados pelo crivo do exigentíssimo júri de leitores e livreiros do Prémio do Livro do Ano Bertrand. Fique a conhecer o lado B dos finalistas a Melhor Livro de Ficção Estrangeira.

 

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Nicholas Sparks, Cada Suspiro Teu

Desde que se lembra que tem paixões a curto prazo – seja pelo desporto, investimentos, ou coaching – duram meia dúzia de anos, entrega-se de alma e coração e, depois… parte para outra.

O seu amor mais recente são as jóias e tem dedicado o seu tempo, quando não está a escrever, a criar brincos raros e artísticos, que podem ser vistos no museu de História Natural de Los Angeles.

 

 

 

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Haruki Murakami, A Morte do Comendador I

Antes de ser tornar num escritor mundialmente famoso, foi proprietário de um pequeno clube de jazz em Tóquio, chamado Peter Cat.

É na sua língua materna, o japonês, que escreve todos os seus livros, mas tem por princípio nunca os reler depois de terminados. Quando está em processo de criação, acorda todos os dias às 4h da manhã, escreve durante 6 horas, aproveita a tarde para correr durante 10 km ou nadar, e às 9h da noite, já está deitado.

 

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Richard Zimler, Os dez espelhos de Benjamin Zarco

Enquanto escreve, não lê prosa. Interfere com a sua escrita. Não gosta. A não ser que seja em português, porque não é essa a língua em que pensa os seus romances. Antes de se mudar para o Porto, onde vive desde 1990, o autor norte-americano naturalizado português, foi jogador de basquetebol e jornalista, em São Francisco.

Precisa de muito pouco para ser feliz: mimo e algumas horas por dia para escrever. Confessa que aos 63 anos, escasseiam-lhe as forças para ter uma vida complexa.

 

 

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George R. R. Martin, Sangue e Fogo – A História dos Reis Targaryen

Quando era criança, Martin passava a maior parte do tempo a escrever e a vender as suas histórias sobre monstros aos colegas de escola e vizinhos. O seu jeito para o negócio, apurou-se com a idade e aos 20 anos, ganhava dinheiro a organizar campeonatos de xadrez. Jogador talentoso, foi capitão de equipa desta modalidade.

A sua paixão maior são os livros de História, que coleciona compulsivamente, tendo chegado a comprar uma casa na mesma rua da sua, em Santa Fé, Novo México, que transformou numa espécie de templo medieval para os seus livros e objetos. O toque especial são as janelas de vitrais com os emblemas das cinco casas dos Sete Reinos.

 

 

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Heather Morris, O Tatuador de Auschwitz

A escritora neozelandesa estava longe de imaginar que a sua vida iria mudar para sempre no dia em que conheceu Ludwig Eisenberg, um judeu nascido na Checoslováquia, que mudou o seu nome para Lale Sokolov, que lhe confiou e revelou os detalhes mais íntimos da sua história como tatuador de Auschwitz, durante o Holocausto.

Heather escreveu a primeira versão da história de Lale, que demorou três anos a desvendar, como um argumento para filme, antes de o transformar no seu romance de estreia, O Tatuador de Auschwitz.

 

 

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Joël Dicker, O Desaparecimento de Stephanie Mailer

Apesar de ser considerado um dos melhores escritores suíços da atualidade, com 2 milhões de livros vendidos, a popularidade de Dicker não surgiu sem a sua quota-parte de rejeições. Escreveu quatro romances, que ficaram todos na gaveta, até que A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert lhe trouxe o tão aguardado reconhecimento.

Dicker, que não gosta de ser rotulado como um escritor de thrillers ou policiais, além de escrever, também faz anúncios e é formado em Direito: “queria ter um diploma em alguma coisa que não me fechasse demasiado, caso o plano de ser escritor falhasse”.

 

 

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C. J. Tudor, O Homem de Giz

Deixou a escola aos 16 anos e nunca foi uma aluna brilhante. Antes de se tornar numa escritora de sucesso aclamada pela crítica internacional, ganhava a vida a passear cães, depois de ser continuamente rejeitada pelas editoras.

Aos 46 anos e quando achava que nunca passaria de aspirante a escritora, tornou-se na nova autora-sensação britânica com o thriller O Homem de Giz. O seu professor de Inglês do liceu dizia-lhe que se não se tornasse numa autora de bestsellers iria ficar muito desapontado. Demorou 30 anos, mas conseguiu.

 

 

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Amor Towles, Um Gentleman em Moscovo

O seu nome é sempre tema de conversa quando fala com espanhóis, italianos, portugueses e mesmo franceses. Ele apressa-se sempre a explicar como se pronuncia em inglês: “É Aimer”.

Nascido e educado em Boston, trabalhou como investidor durante cerca de 20 anos, mas o êxito conseguido pelo seu primeiro romance, em 2011, permitiu-lhe deixar a empresa de consultoria onde esteve uma década e regressar à escrita, experimentada na juventude, na universidade de Yale.

 

 

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André Aciman, Chama-me pelo teu Nome

Há quem goste de visitar museus, ir a restaurantes, conhecer edifícios famosos, mas nada disto atrai o romancista judeu americano, nascido no Egito, Andre Aciman, que quando viaja o que gosta mesmo é de andar em ruas apinhadas de gente a olhar as montras das lojas: “Não gosto de fazer compras, o que gosto mesmo é da tentação das compras”.

O que o faz sair da cama de manhã são os emails, o café e o ginásio. Nunca se levanta para se sentar à secretária a escrever, porque a sua melhor distração é abrir a caixa de emails que lhe chegam de todos os cantos da Europa.

 

 

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Frederik Backman, A minha avó pede desculpa

Casado com uma iraniana que cresceu na Suécia e pai de dois filhos, Backman é jornalista e blogger e o seu romance de estreia, Um homem chamado Ove, foi adaptado ao cinema e premiado.

Considerado um herdeiro de Larsson e Jonasson, Beckman confessa que os suecos são pessoas muito dramáticas, e talvez por isso, se defina a si próprio como o sueco mais sueco do universo.

 

 

 


 

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Para saber qual o livro vencedor, convidámo-lo a juntar-se a nós na cerimónia de divulgação dos vencedores da 3ª edição do Prémio Livro do Ano Bertrand, que irá realizar-se no dia 23 de abril, a partir das 18h30, na Livraria Bertrand do Chiado.