Abril 16

Vícios à la carte de escritores famosos

Sabia que Pablo Neruda só gostava de escrever com canetas verdes? E que Agatha Christie só conseguia encontrar a inspiração para as suas histórias de crimes e mistério numa banheira de água quente? Ou que Victor Hugo só conseguia escrever de pé?

Grandes génios da literatura recorreram às manias mais bizarras para escreverem as suas obras-primas. É que na hora de enfrentar a grande e devastadora solidão da escrita, cada um tem a sua própria receita. Dos mais saudáveis aos mais destrutivos, dos práticos aos supersticiosos, conheça os vícios, manias e excentricidades de alguns dos maiores autores da literatura universal.

 

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Victor Hugo só escrevia de pé, apoiado numa mesa e de frente para um espelho. Chegava a passar catorze horas seguida a trabalhar e, foi assim, que escreveu a sua obra Os Miseráveis.

Honoré de Balzac era de tal maneira viciado em café, que precisava de beber 50 chávenas por dia para conseguir trabalhar. E quando não o podia beber, moía os grãos de café e comia-os.

Franz Kafka tinha uma verdadeira obsessão pelo corpo e pela prática do nudismo. Comia pouco, sobretudo vegetais, só usava roupas leves e dormia de janelas abertas, mesmo durante os rigorosos invernos de Praga.

Haruki Murakami adotou uma rotina de correr dez quilómetros e/ou nadar 1500 metros todos os dias.

Isabel Allende começa a escrever todos os seus romances a 8 de janeiro. O que começou por ser uma superstição passou a ser um hábito que a obriga a ter uma data fixa para começar a escrever.

Truman Capote nunca começava ou acabava o seu trabalho às sextas-feiras, mudava de quarto de hotel se o número de telefone do quarto tivesse 13, e nunca tinha mais que três beatas no cinzeiro.

Stephen King é um adepto do treino diário e, todas as manhãs caminha 3 a 5 km. Durante o trajeto, define o que vai escrever naquele dia. Quando chega a casa, bebe um copo de água gelada e, a partir das 8h30, começa a trabalhar. Cumpre religiosamente um ritual de produção: todos os dias tem de escrever, pelo menos, dez páginas.

Pablo Neruda só conseguia escrever com canetas de tinta verde. Durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939), deixou um poema inacabado só porque o seu stock de canetas verdes acabou.

Agatha Christie nunca escreveu sentada à secretária, nem tão pouco na sala ou no quarto. O seu local de inspiração para os célebres crimes e mistérios era a banheira, que enchia com água quente, improvisava um tampo para apoiar a máquina de escrever e ali produzia as suas histórias, enquanto comia maçãs.

Hans Christian Andersen tinha verdadeiro pavor de ser sepultado vivo. O medo era tanto, que quando esteve gravemente doente deixou um bilhete na cabeceira da cama a avisar que apenas parecia morto. Para garantir que não seria enterrado vivo, o escritor dinamarquês chegou ao ponto de pedir que lhe cortassem uma artéria antes de o sepultarem.

 


 

Muitos podem considerar certas manias como loucura, outros não se importam.

E você, acha que foram os vícios e manias que influenciaram os escritores ou foi a escrita que influenciou os seus excessos?