Os livros que acabaram de chegar

photo-1519682337058-a94d519337bc

 

Estas são algumas das novidades que acabaram de chegar às nossas livrarias.

 

image

Matadores, de Hêrnani Carvalho | 12 de abril

Jornalista doutorado na área da psicologia forense, Hêrnani Carvalho habituou-nos à forma natural como aborda o crime no quotidiano do nosso país. Depois de afirmar que “a maldade é intrínseca ao Homem”, e que é esta que o ajuda a sobreviver, o autor e comentador de televisão resolveu escrever Matadores, a partir do relato de 10 casos de portugueses que, no século XXI, mataram mais de três pessoas de uma só vez.

Qual a diferença entre matadores, homicidas e assassinos? Que tratamento e proteção damos às vítimas? O que é um crime? Como se desenvolve uma investigação judiciária? Que buracos tem a lei? Estas são apenas algumas das questões a que o autor tenta responder, mostrando que, por estranho que pareça, todos somos capazes de matar.

 

 

56551787_2153302178082696_4596847091103301632_n

Filho da Mãe, de Hugo Gonçalves | 16 de abril

Joel Neto, romancista e colunista português, garante que este foi um livro que “comoveu, divertiu, ensinou”, indo ao encontro daquilo a que chamamos de intimidade, “[que] talvez seja o último valor do mundo”. Hugo Gonçalves recebeu o testamento do avô materno dentro de um saco de plástico, pelas mãos da avó. Começa, logo aí, uma viagem rumo à notícia que recebeu a 13 de março de 1985, quando regressava da escola: a morte da mãe. Durante mais de um ano, o escritor procurou pessoas e lugares, resgatando aquilo que o tempo e a fuga o tinham feito esquecer ou que nem sequer sabia sobre a mãe.

Filho da Mãe é uma investigação pessoal, feita através do ofício da escrita, sobre os efeitos da perda na identidade e no caráter. É um relato biográfico —tão íntimo quanto universal —sobre o afeto, as origens, a família e as dores de crescimento, quando já passámos o arco da existência em que deixamos de fantasiar apenas com o futuro e precisamos de enfrentar o passado.

 

502x (7)

Que fazer contigo, pá?, de Carlos Vale Ferraz | 16 de abril

Simão Dutra é o nome do militar que ficou conhecido pelo nome de código “Rúben” e que, ao nascer, a sua mãe terá profetizado que haveria de ser “lembrado como um redentor, que restituiria a liberdade e a felicidade ao seu povo e redimiria o nome e a honra do seu infeliz antepassado, o Prior do Crato!” (Diário de Notícias). Herói do 25 de abril, derrotado do 25 de novembro, Rúben envolver-se-á nas ações violentas que se seguiram à contrarrevolução.

Por fim, abandonará os camaradas de luta para se exilar em Paris, onde encontrará um duplo, o Outro. Um dos homens morre, e o sobrevivente regressa a Portugal para reconstituir o seu passado. Segundo Carlos Vale Ferraz, “é sobre um homem a quem impuseram um destino que o ultrapassava e que, no fundo, ele não estava disposto a cumprir”, mas também “sobre a falsidade, a perversidade e a mentira”. Do autor do Prémio Literário Fernando Namora 2018, com o livro A última viúva de África.

 

 

502x (8)

Hotel Silêncio, de Audur Ava Olafsdóttir | 18 de abril

Descrito pela autora como “um romance físico sobre a capacidade de um homem em regenerar”, partilha com o título a quietude da história de um homem “que prefere morrer a ter que matar alguém”. Jónas Ebeneser tem a compulsão de consertar tudo o que lhe aparece à frente. A certa altura, toma conhecimento de que não é o pai biológico da sua filha. Isso despedaça-o e fá-lo mergulhar numa crise profunda. Num estilo poético e finamente irónico, a escritora mostra, neste romance, a capacidade de reconstrução de um homem que redescobre um sentido para a vida através da bondade, através da premissa de que “o silêncio é parte do processo de regeneração”.

Ör (“cicatriz”, no original) foi galardoado em 2016 com o Prémio de Literatura IslandesaRosa Candida, publicado em 2007, ganhou também variados prémios, entre eles um prémio literário para as mulheres da Islândia, e o prémio Prix de Page.

 

 

máquinas

Máquinas como Eu, de Ian McEwan | 18 de abril

Numa entrevista feita ao “The Guardian”, Ian McEwan refere que o seu novo romance, localizado numa Londres alternativa nos anos de 1980, é a reflexão que gira em torno das “responsabilidades e direitos” que temos enquanto sociedade, ao criar uma máquina que se parece como um humano ao ponto de não se notarem as diferenças. Entre outras questões, o autor pretende refletir, em Máquinas como Eu, sobre “quem vai escrever o algoritmo relacionado com aquela mentirinha piedosa que poupa o rubor de um amigo”.

Charlie, à deriva na vida e esquivando-se de um emprego a tempo inteiro, está apaixonado por Miranda, uma aluna brilhante que vive com um segredo terrível. Quando Charlie herda uma pequena fortuna, compra Adam, um exemplar do primeiro lote de seres humanos sintéticos. Com a ajuda de Miranda, ambos constroem a personalidade de Adam. É belo, forte e inteligente… E depressa se forma um triângulo amoroso. Uma história empolgante e provocadora que nos alerta para o perigo de criarmos coisas que escapam ao nosso controlo.

 


 

Ficou curioso? Conheça estas e outras novidades, com 10% de desconto, na nossa livraria online.
Boas leituras!