5 Perguntas a Inês Fonseca Santos e Sérgio Almeida

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São jornalistas, da área cultural, escrevem livros de muitos géneros, e aceitaram a difícil missão de participar na escolha e seleção dos livros nomeados para a 3.ª edição do Prémio Livro do Ano Bertrand.

 

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Inês Fonseca Santos é um nome da rádio e da televisão e sempre revelou estar muito bem em qualquer registo. Foi uma das Condutoras de Domingo, na Antena 3, coordenou o programa da Antena 1, A História Devida, foi jornalista da SIC Notícias, apresentou o programa da RTP2, Câmara Clara, e podemos agora vê-la a apresentar e a editar os programas Os Livros e Todas as Palavras, na RTP3. E não fica por aqui, também escreve, muito e bem, livros – ensaios, biografias, literatura infantil e poesia -, textos para revistas e até peças para espetáculos para os mais novos. No dia 23, vai ser a apresentadora de serviço da cerimónia de divulgação dos vencedores do Prémio Livro do Ano, na livraria Bertrand do Chiado.

 

1. Participou na pré-seleção de 149 títulos de prosa e poesia. Como conseguiu fazer as suas escolhas?

Escolher livros num contexto destes é sempre muito difícil porque implica deixar de fora parte dos que nos marcaram. No entanto, a memória ajuda a fazer a seleção. Entre outras coisas, nós somos o que lemos. Por isso, escolhi os livros que ficaram inscritos em mim e que sei que me acompanharão vida fora.

 

2. Que valor acrescentado traz este prémio para o meio literário e para o público leitor?

Num momento em que se publicam cerca de 40 livros por dia em Portugal, os prémios servem essencialmente para que não nos esqueçamos de algumas obras que, uma semana ou duas depois de terem chegado às livrarias, deixam de estar entre as novidades.

 

3. Este ano entrou mais uma categoria para o Prémio: a Poesia. Estas quatro categorias são suficientes?

Não. Sinto a falta da literatura infanto-juvenil, da BD e do ensaio.

 

4. Qual é o seu género literário de eleição? E tem algum género que não fazia parte da sua lista de leituras e a tenha conquistado?

A poesia. Não, sempre li tudo o que tem qualidade literária.

 

5. O livro mais marcante que já leu.

Todas as Palavras, de Manuel António Pina (ed. Assírio & Alvim).

 

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Jornalista desde os 18 anos, Sérgio Almeida todos os dias, há mais de duas décadas, que assina notícias, entrevistas e reportagens na seção de cultura do Jornal de Notícias. Escrever está no seu ADN e tem já meia dúzia de livros publicados, até no Brasil, sobretudo contos e um infantil. Quanto ao romance, acredita que chegará um dia. Mas até lá, Sérgio não pára e todos os meses, há mais de sete anos, arrasta centenas de pessoas para ouvir conversas com escritores, no seu projeto Porto de Encontro, promovido e oferecido à cidade do Porto pela Porto Editora, realizado em locais emblemáticos da Invicta, e com entrada gratuita.

 

 

1. Participou na pré-seleção de 149 títulos de prosa e poesia. Como conseguiu fazer as suas escolhas?

Foi um desafio estimulante, mas ao mesmo tempo difícil. Desmemoriado como
sou, tive que recorrer às minhas cábulas (ou seja, consultar os livros que
divulguei ao longo do ano) para concluir a tarefa. O critério foi simples: escolhi
os livros que mais me impressionaram.

2. Que valor acrescentado traz este prémio para o meio literário e para o público leitor?

Saúdo a iniciativa. Os prémios nunca são demasiados. Sobretudo, quando se
trata de um prémio com características distintivas, como é o caso.

3. Este ano entrou mais uma categoria para o Prémio: a Poesia. Estas quatro categorias são suficientes?

Foi importante acrescentar a poesia. É o reconhecimento do dinamismo deste
género. Seria importante acrescentar uma secção dedicada às biografias, na
minha opinião.

4. Qual é o seu género literário de eleição? E tem algum género que não fazia parte da sua lista de leituras e a tenha conquistado?

Sou um incondicional da ficção, sejam contos ou romances, mas também não
abdico das biografias, ensaios e ficção.

5. O livro mais marcante que já leu.

Acredito mais nos livros das nossas vidas do que no livro da nossa vida. Ainda
assim, porque é preciso escolher um, destaco um dos livros a que volto mais:
Uma solidão demasiado ruidosa, de Bohumil Hrabal.

 


 

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Para saber qual o livro vencedor, convidámo-lo a juntar-se a nós na cerimónia de divulgação dos vencedores da 3ª edição do Prémio Livro do Ano Bertrand, que irá realizar-se no dia 23 de abril, a partir das 18h30, na Livraria Bertrand do Chiado.