Dia Mundial do Livro | Os livros favoritos da nossa equipa

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Hoje, 23 de abril, celebramos o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor. Esta data, tão especial para qualquer apaixonado por livros, foi instituída pela UNESCO, em 1995, com o objetivo de incentivar hábitos de leitura e reconhecer a importância que os livros têm para todos nós.

Abrimos-lhe um pouco a porta do nosso mundo e perguntámos à equipa Bertrand que costuma estar deste lado quais são os seus livros favoritos de sempre. Será que algum dos seus livros está nesta lista? Descubra quais são, afinal, os livros que têm lugar cativo no coração da nossa equipa.

 

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Alçapão, de João Leal

Considerado um “thriller fantástico e repleto de suspense”, Alçapão foi a primeira escolha de Ana Castanheira. A primeira parte desta obra vai ao encontro de Rodrigo, relatando a sua vida traumática no colégio de S. João. O leitor passa a ser espetador dos maus tratos e da violência praticados no orfanato. A dada altura, Rodrigo e Jorge, o seu único amigo, são arrastados para uma série de crimes que orientam a narrativa para situações sobrenaturais, relacionadas com um misterioso alçapão.

Para Ana, a obra de João Leal encabeça a sua lista de favoritos “pela forma como a história me tocou, mas também pela capacidade do autor em fazer com que todas as histórias se cruzem com a do personagem principal, e pelo final absolutamente surpreendente”.

 

 

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1984, de George Orwell

Este é livro predileto de Beatriz Sertório, que o leu pela primeira vez quando tinha 15 anos. Escrito em 1949, a distopia de Orwell retrata um mundo oprimido pelo poder do totalitarismo, da manipulação política e da vigilância constante, sufocante e subjugante. Escrito há 70 anos, mas com uma pertinência e atualidade quase assustadoras, para Beatriz, ‘este foi o livro que me fez querer estudar literatura”.

 

 

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Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago

“Só devemos ler Saramago quando estivermos realmente preparados”. Foi assim que Marisa Sousa justificou a sua escolha. Depois de uma relação difícil com Memorial do Convento, livro imposto na escola secundária, a distopia de Saramago passou a fazer parte dos seus favoritos. “Devorei-o de um fôlego, numa noite. Depois não consegui dormir, como se me tivesse apercebido da cegueira”.

Situado num universo onde a cegueira é como um vírus, uma doença que se alastra e nos dá a ver o pior e o melhor de nós, Ensaio sobre a Cegueira está também na lista de favoritos de Beatriz, por ter sido o livro que lhe mostrou que “na literatura tudo é possível”.

 

 

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O Segredo de Joe Gould, de Joseph Mitchell

Composto por duas crónicas, separadas por décadas e publicadas originalmente no “The New Yorker”, O Segredo de Joe Gould foi escolhido por João Leal, por ser “uma poderosa e breve metáfora acerca da criatividade e do estranho fascínio que os escritores exercem sobre o público”. Vindo de uma das mais importantes famílias de Massachusetts, este homem largou tudo para viver nas ruas de Nova Iorque, enquanto escrevia “História Oral do Nosso Tempo”.

De burguês a “sem-abrigo genial”, o segredo a que se refere o título resulta da busca, feita pelos seus amigos, após a morte de Gould, em 1957, na tentativa de encontrar o famoso manuscrito pelo qual ficou conhecido – e revelado por Mitchell na segunda parte desta obra.

 

 

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Toda a Luz que Não Podemos Ver, de Anthony Doerr

França, 1944. As bombas caem, os edifícios soterraram as personagens – a libertação de Sant-Malo do domínio alemão foi assim: brutal. E, então, Doerr volta atrás no tempo e as personagens são crianças. Marie Laure ainda não é cega, Werner ainda desconhece a Juventude Hitleriana. E os seus mundos vão-se progressivamente complicando, arrastando-os para o meio de uma guerra maior do que a que travam consigo próprios, conduzindo-os até aquele momento inicial em que mundo se desmorona e as suas vidas se cruzam. Toda a Luz que Não Podemos Ver é a escolha de Raquel Neves, que nos garante ser “um livro brilhante e profundamente comovedor”.

 

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Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J. K. Rowling

Uma obra incontornável para muitos da nossa equipa, o primeiro livro da coleção de J. K. Rowling marcou a infância de tantos outros e incentivou o gosto pela leitura de várias gerações. “Um livro que mudou tudo”. É impossível, garantem-nos, não querer acompanhar a história do pequeno Harry que, depois de uma infância miserável na casa dos tios, recebe o melhor presente de todos: magia. “Quando li o livro pela primeira vez, tinha a mesma idade que as personagens e estava a começar numa escola nova, com pessoas que não conhecia. Harry Potter e a Pedra Filosofal foi uma espécie de fuga”, confessam-nos por aqui.

 

 

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As Intermitências da Morte, de José Saramago

À semelhança de Marisa, Sónia Paulino encontrou, em As Intermitências da Morte, o ponto de viragem na sua relação com a escrita de José Saramago. No meio de uma história de amor um tanto sobrenatural, o autor cria uma panóplia de situações imaginárias, baseadas no que aconteceria se, porventura, a Morte se cansasse de exercer a sua principal atividade. Começando com a provocação “no dia seguinte ninguém morreu”, o autor divaga sobre a obsessão da eternidade, a desvalorização da mortalidade e as suas consequências, numa sociedade onde não se pode morrer. Para Sónia, “o mundo que Saramago criou a partir desta ideia é um dos melhores exemplos do motivo deste ser um dos melhores autores que Portugal teve”.

 

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Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

Um livro que nos chega de 1813, Orgulho e Preconceito e que se transformou no predileto de Raquel Bronze, ‘por ser o romance que me fez olhar para os clássicos com outros olhos, sem preconceito”. A história de amor irreverente de Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy permanece a favorita de muitos, até aos dias de hoje, pelo seu sarcasmo e crítica à sociedade do séc. XIX – argumentos que também o levam a ser um dos livros favoritos de Sónia: “a ironia de Austen mostra que foi uma mulher muito à frente do seu tempo”.

 

 

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Para Sempre, de Vergílio Ferreira

Para Sempre é a obra escolhida por Sara Branco. Conta a história de um homem que, no fim da sua vida, regressa à casa onde esteve na sua infância, conhecendo a sua história comum, à distância mas com a intensidade de uma vida inteira. As memórias acabam por ser, para Paulo, uma necessidade de se esvaziar da vida. ao mesmo tempo que procura uma palavra que lhe resuma a vida, que a justifique, que lhe dê sentido.

“Páginas inteiras de uma escrita frontal, sentida, solitária, que nos envolve no universo de Paulo”, o livro de Vergílio Ferreira, escrito em 1985, é, para Sara, “Muito mais do que possa parecer, é um hino à vida e a tudo quanto tem dentro”.

 

 

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Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley

No top de preferências da nossa equipa figura outro clássico da literatura contemporânea: Admirável Mundo Novo, escrito em 1932. À semelhança de 1984, mantém-se tão atual como quando foi publicado. Filipa Contente escolheu-o precisamente por “se adequar tão bem aos nossos dias”, ao colocar o Homem num patamar de subjugação em relação às suas invenções, num mundo distópico onde a ciência e a tecnologia deixaram de estar ao seu serviço, tornando-se, pelo contrário,  seus amos.

Nesta obra, confrontamo-nos com a felicidade artificial, condicionamentos sociais e manipulação. “Estas questões são apresentadas de forma impressionante, por Huxley, obrigando sempre o leitor a repensar sobre as mesmas”, acrescenta Filipa.

 

 

Agora que já sabe um pouco mais sobre as nossas paixões, conte-nos quais são as suas.