Maio 05

As mães na literatura

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O Dia da Mãe pretende homenagear as mulheres que são o pilar fundador das nossas vidas. Decidimos ir à procura de algumas das mães mais marcantes na literatura.

De entre tantas possíveis, escolhemos cinco. Mesmo que não cheguem aos calcanhares da nossa.

 

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Sra. March, em As Mulherzinhas (1868), de Louisa May Alcott

Margaret, ou “Marmee”, é a mãe das quatro irmãs March, figuras principais de um dos clássicos infanto-juvenis mais adorados de sempre. No meio das aventuras de Jo, Beth, Meg e Amy, encontramos uma mãe devota às suas filhas que tem também de lidar com dificuldades financeiras, enquanto o marido está fora, a servir no exército, na Guerra Civil Americana.

Em pleno século XIX, é impossível ficar indiferente à imagem quase perfeita da Sra. March, que educa quatro filhas da melhor forma possível, sozinha, transmitindo-lhes valores e ensinamentos essenciais, sem nunca influenciar as suas escolhas.

 

 

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Catelyn Stark, em A Guerra dos Tronos (1996), de George R. R. Martin

Qualquer ávido leitor de As Crónicas de Gelo e Fogo pode garantir que Catelyn Stark merece um lugar de destaque neste artigo e no nosso imaginário. A matriarca do clã Stark, possui uma força indescritível e é capaz de tudo para proteger os seus filhos das conspirações e perigos que os Sete Reinos apresentam.

Ao longo da história criada por George R. R. Martin, conhecemos as diferentes facetas que uma mãe pode assumir, ultrapassando limites em nome das suas crias. Desde a fria e cruel Cersei Lannister, até à imponente e sagaz Olenna Tyrell, a figura maternal é bem representada numa das obras de fantasia mais populares da atualidade.

 

 

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Molly Weasley, em Harry Potter e a Pedra Filosofal (1997), de J. K. Rowling

Para além dos seus poderes mágicos, na saga do Rapaz que Sobreviveu, Molly Weasley encantou-nos, acima de tudo, com o seu lado carinhoso e maternal. Mãe de seis rapazes e uma rapariga, o amor de Molly ainda sobrou para Harry Potter, que viu nela a mãe que nunca conseguiu ter com a tia Petunia.

O que há em Molly de ternurento e meigo, vem a dobrar em ferocidade e determinação no que diz respeito aos seus filhos – até porque ninguém se esquece da luta épica entre ela e Bellatrix Lestrange depois de esta tentar atacar Ginny, a Weasley mais nova, na Batalha de Hogwarts.

 

 

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Helen Graham, em The Tenant of Wildfell Hall (1848), de Anne Brontë

Anne Brontë utiliza Helen Graham como um reflexo da posição frágil das mulheres na sociedade vitoriana, transformando esta personagem numa das mais revolucionárias para a época. Os rumores dizem que se trata de “uma mulher cruel”, mas Helen é, na verdade, a mulher de um homem alcoólico detestável.

Disposta a proteger o seu filho do progenitor, a personagem principal deste clássico da literatura transforma-se numa feminista dos seus tempos,  disposta a afastar-se do marido e a ganhar alguma fonte de rendimento enquanto pintora – mas acima de tudo determinada a arranjar uma vida melhor para si e para o seu filho.

 

 

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Mamã, em O Quarto de Jack (2010), de Emma Donoghue

É impossível não ficarmos marcados com a Mamã de Jack, a personagem principal desta história que, na função de narrador, torna o enredo ainda mais angustiante. O Quarto sempre foi a vida toda de Jack, o mundo inteiro resumido a quatro paredes, pois nunca conheceu mais nada. O porto seguro de um menino de cinco anos e a prisão ofegante e cruel da sua Mamã, que um dia decide fugir.

Emma Donoghue baseou-se em vários casos de sequestro prolongado para chegar a este livro original e perturbante, mostrando que a coragem de uma mãe não conhece limites.

 

E a sua mãe, também é a melhor do mundo?

 


 

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