livros_novidades_bertrand Maio 28

Os livros que acabaram de chegar

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Estas são algumas das novidades que acabaram de chegar às nossas livrarias.

Schlump, de Hans Herbert Grimm | 24 de maio

Queimado pelos Nazis, esteve 80 anos escondido numa parede. Agora, é redescoberto. Um romance brutal sobre o absurdo da guerra. Sem autoria atribuída, Schlump foi publicado na Alemanha em 1928, e em Inglaterra e nos Estados Unidos no ano seguinte.

Em 1933, foi um dos livros consumidos pelo fogo nos autos de fé dos Nazis, acabando por desaparecer da memória coletiva. Só em 2013 se desfez o segredo: o romance fora escrito por um professor chamado Hans Herbert Grimm (1896-1950) que, com medo de ser preso ou perseguido, o escondeu no interior de uma parede de sua casa.

Salman Rushdie, em entrevista ao Público em 2016, relembra um Bruce Chatwin “coleccionador de pessoas”, guardando números de telefone de praticamente toda a gente, como “o número secreto do Papa” ou o “número privado da rainha”.

Recentemente, foi realizado um documentário sobre as viagens de Chatwin, por Werner Herzog. Saiba mais aqui.

Canto Nómada, de Bruce Chatwin | 24 de maio

Ninguém como Chatwin ilumina o coração do viajante“, afirma o The Times. No território da Austrália pré-colonial – que outrora foi um mapa povoado de aborígenes, nómadas e caçadores-recoletores -, os caminhos que estes percorriam, trilhos quase invisíveis e flutuantes, são hoje conhecidos como songlines. Mas para os antigos habitantes significavam também um rasto da memória dos seus ancestrais que, como numa lenda sobre a criação do mundo, caminhavam sobre o desconhecido.

É neste mundo solitário que Chatwin coloca as suas personagens numa espécie de viagem filosófica, esmagadas pela paisagem, cruzando-se com caçadores de fortunas ou feiticeiros aborígenes, campónios desterrados, polícias que gostariam de ser escritores ou camionistas perdidos.

Ao longo dessa caminhada, interrogámo-nos acerca do nosso destino, sugerindo que somos uma espécie de nómadas desenhando caminhos sobre a terra.

Rapariga Encontra Rapaz, de Ali Smith | 27 de maio

Anthea e Imogen Gunn são duas irmãs que vivem juntas na pequena cidade de Inverness, na Escócia. A primeira é uma idealista, um espírito livre que detesta o emprego e o seu ambiente corporativo, ao contrário da sua irmã, uma pessoa pragmática, focada na carreira e no sucesso profissional. Entre elas, subitamente, surge Robin, figura contestatária e apaixonada defensora do meio ambiente, avessa a todos os convencionalismos sociais, e que irá revolucionar a vida de ambas.

Neste romance, Ali Smith reescreve Ovídio e o mito de Ífis numa extraordinária história sobre enamoramento e consciência social, enganos e revelações, para, com a sua reconhecida capacidade de descobrir a poesia no quotidiano, nos contar algo sobre nós mesmos e sobre o mundo que construímos.

No Passado e no Futuro Estamos todos Mortos, de Miguel Esteves Cardoso | 30 de maio

Como é que a vida não é um milagre? Toda a vida de todos os seres vivos, sejam leveduras, papoilas, borboletas, leopardos, pessoas ou andorinhas. Sabemos como nascemos. Sabemos como morremos. Só nos resta viver. Não é uma questão filosófica ou religiosa ou biológica.

A vida é a única oportunidade que nos é dada, por uma sorte probabilisticamente parecida a ganhar o primeiro prémio do Euromilhões. Podemos passá-la toda a pensar em como deveríamos viver. Ou a coleccionar fósforos. Ou a seguir o Benfica. Ou a escrever poemas. Cada vida é diferente, cada vida pertence só a quem a tem.

Nem sequer temos de escolher. Podemos viver sem querer saber. A vida não se pode desperdiçar: é sempre uma fortuna temporária, uma miséria irrepetível, o único momento da eternidade que é nosso.

Desde o seu lançamento em Portugal, em janeiro de 2018, A Arte Subtil de Saber Dizer que se F*da mantém-se no Top Bertrand como um preferido dos leitores.

Com mais de 6 milhões de cópias vendidas, o primogénito de Mark Manson vê agora o seu sucessor chegar às bancas em Portugal. A não perder.

Está Tudo F*dido, de Mark Manson | 31 de maio

Vivemos numa época estranha. Apesar de termos mais liberdade, saúde e riqueza do que em qualquer outra época da história, tudo à nossa volta parece terrivelmente f*dido: aquecimento global, queda de governos, economias em colapso e todos permanentemente ofendidos nas redes sociais. Temos acesso a tecnologia, a educação e a formas de comunicar que os nossos antepassados nem sequer imaginavam, mas ainda assim sentimos uma esmagadora desesperança. Afinal, o que é que se passa connosco?

Numa entrevista ao blogue Nomadic Matto autor considera que o seu novo livro explora uma nova forma de manter a esperança, em nós próprios e no mundo, e de que forma essa esperança nos pode afetar.

No mesmo formato que o seu primeiro livro, Manson promete ainda mais histórias de diferentes pontos do planeta e de várias culturas, como “um soldado da Polónia, um monge do Vietname, ficção histórica sobre Isaac Newton e uma vinheta sobre Friedrich Nietzsche e o seu bigode enorme.”

Ficou curioso?

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