Junho 06

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Jeffrey Archer visitou a livraria mais antiga do mundo e respondeu às perguntas dos nossos leitores

Jeffrey Archer esteve em Portugal, no passado dia 2 de junho, a propósito do lançamento do seu último livro, Contador de Histórias. Foi a oportunidade ideal para conversarmos com ele e para lhe lançar o repto para conhecer a livraria mais antiga do mundo, a Bertrand do Chiado.

Após uma tarde bem passada, na Feira do Livro, o autor aceitou o desafio, brindou-nos com o seu humor e simpatia e acedeu a responder às perguntas dos nossos leitores. 

 

A admiração que tem pelos escritores clássicos é recorrente nas suas conversas. O leitor João Rafael Caires quis saber qual o autor favorito de Jeffrey Archer, e a resposta transporta-nos à Áustria, no século XX: “O [autor] que mais admiro é Stefan Zweig. É a combinação perfeita entre contador de histórias e escritor”. Se tivesse de reler um livro, aliás, escolheria Beware of Pity, do mesmo autor.

A nossa leitora Ana Maria Marcos, quis saber onde foi o autor buscar  inspiração para o seu primeiro livro, Not a Penny More, Not a Penny Less. “Os primeiros romances são quase todos autobiográficos. Na altura, investi de forma errada numa empresa denominada Aquablast, e o meu primeiro livro é sobre quatro homens que investiram de forma errada numa empresa e estão determinados em terem o seu dinheiro de volta, nem um centavo a mais, nem um centavo a menos.

Ao percorrer as estantes da livraria, Archer pergunta, a dada altura, com um sorriso cúmplice no rosto, onde os estão os seus inimigos, referindo-se a autores como Steinbeck, Hemingway e Dickens.

Entre os milhares de títulos que fazem parte da oferta da nossa centenária livraria, aproveitamos para lhe colocar a questão da nossa leitora Andreia Nossa: Qual a importância de um título para um livro?

Dickens era o rei deles todos. Great Expectations é um título maravilhoso“, diz-nos, defendendo, no entanto, que os títulos não particularmente relevantes se as obras forem realmente boas. “Por exemplo, eu não creio que To Kill a Mockingbird seja um bom título, mas é um dos livros mais bem sucedidos de sempre.”

Jeffrey Archer aproveita uma pausa para receber um presente, oferecido pela representante da bertrand livreiros, Ana Margarida Gomes

E se tivesse de recomendar algum livro para alguém que nunca leu nada da sua obra?

À pergunta endereçada ao autor, pelo blogue Ministério dos Livros, este desabafa: “O público já decidiu isso por mim, escolhendo Kane and Abel, acrescentando, todavia, que aconselha a que se comece pelo início, com Not a Penny More, Not a Penny Less.

O blogue Manta de Histórias quis saber qual o livro que, para o escritor britânico, foi mais desafiador de escrever. As Crónicas de Clifton foram a resposta imediata. “Foi um tremendo desafio. São sete livros, um a seguir ao outro, e vemo-los a ficarem cada vez mais populares.”

Por fim, e antes de um até breve,  Jeffrey Archer ainda brindou os nossos leitores com uma mensagem exclusiva. Foi um prazer. See you soon.

Sónia Rodrigues Pinto
Sónia Rodrigues Pinto
Coordenação Editorial: Marisa Sousa