Biblioterapia | “No Passado e no Futuro Estamos todos Mortos”

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Há diversos estudos científicos que demonstram que ler melhora a nossa saúde. Neste consultório, recheado de estantes, partilhamos consigo as nossas bulas literárias. Dentro dos livros, há remédios para todos os males. Encontre o mais adequado para si, atente aos efeitos secundários e siga a posologia recomendada. 

Se tem sentido algum stress, tristeza, melancolia ou depressão, e se admite ter alguma tendência para complicar ou ser presunçoso, temos o remédio indicado para si.

Quem sabe se a (sua) cura não passa por aqui?

No Passado e no Futuro Estamos Todos Mortos, de Miguel Esteves Cardoso

“Como é que a vida não é um milagre? Toda a vida de todos os seres vivos, sejam leveduras, papoilas, borboletas, leopardos, pessoas ou andorinhas. Sabemos como nascemos. Sabemos como morremos. Só nos resta viver.

Não é uma questão filosófica ou religiosa ou biológica. A vida é a única oportunidade que nos é dada, por uma sorte probabilisticamente parecida a ganhar o primeiro prémio do Euromilhões. Podemos passá-la toda a pensar em como deveríamos viver. Ou a coleccionar fósforos. Ou a seguir o Benfica. Ou a escrever poemas. Cada vida é diferente, cada vida pertence só a quem a tem. Nem sequer temos de escolher.

Podemos viver sem querer saber. A vida não se pode desperdiçar: é sempre uma fortuna temporária, uma miséria irrepetível, o único momento da eternidade que é nosso. A vida não é a melhor nem a pior coisa que temos: é a única.”

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