7 Curiosidades sobre Tintin

No ano em que se comemoram 90 anos da publicação do primeiro volume, recordamos As Aventuras de Tintin e contamos-lhe algumas curiosidades que talvez não saiba sobre a banda desenhada criada pelo belga Georges Remi, mais conhecido por Hergé.

Da ligação a Portugal às acusações de racismo e até à história nunca terminada, as aventuras do jornalista Tintin, que só escreve uma vez em todos os livros, tornaram-se um marco histórico na banda desenhada francófona e conquistaram milhões de leitores nos mais de 50 idiomas para que foram traduzidas.

1. O PRIMEIRO PAÍS ESTRANGEIRO A PUBLICAR

Portugal foi o primeiro país a publicar Tintin numa língua que não o francês. A revista católica O Papagaio – suplemento infantil da Rádio Renascença – publicou Tintin na América a 16 de abril de 1936, na altura com o título Tim-Tim na América do Norte.

Além de ser o primeiro país não francófono a publicar as aventuras do jornalista, Portugal foi também o primeiro país a publicar Tintin a cores, algo nunca feito até então. Só em 1941, quando foi publicado A Estrela Misteriosaé que Tintin passou a ser originalmente a cores.

2. Tintin... português?

Como havia o hábito de aportuguesar traduções, nas primeiras décadas em que foi publicado em Portugal, Tintin tornou-se um repórter português enviado pelo O Papagaio, onde surgiu primeiro, ou pelo O Diabrete, onde foi publicado depois, para cobrir vários eventos pelo mundo.

O caso mais notório foi a aventura Tintin no Congo, que foi transformada em Tim-Tim em Angola, já que o Congo era colónia belga e Angola era portuguesa. Além disso, na mesma aventura, a aula de Geografia que mostra o mapa da Bélgica foi substituída por uma aula de Matemática.

3. Milou: cão ou cadela?

Pode parecer óbvio, mas, em Portugal, o género do fiel companheiro de Tintin, o fox terrier Milou, foi algo que despertou algumas dúvidas. Quando as aventuras começaram a ser publicadas por cá, um erro de tradução deu a entender que Milou seria uma cadela.

Como, em português, Milú soaria a nome de mulher e era também nome da cantora e atriz Milú, que cantava nas emissões radiofónicas de O Papagaio, acabaram por mudar o nome para Rom-rom, algo que se manteve durante vários anos.

4. Pagamento em géneros

Durante a Segunda Guerra Mundial, O Papagaio O Diabrete, periódicos portugueses que publicavam Tintin, pagaram a Hergé… em géneros alimentícios. O pedido foi feito pelo próprio e a comida era enviada não só para Hergé mas também para o seu irmão, Paul, prisioneiro de guerra num campo para oficiais na Alemanha.

5. Hergé era racista?
6. Polémica nazi

Aquando da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), durante a ocupação da Bélgica pelos nazis, Hergé criou histórias de Tintin para o Le Soir, jornal alinhado com os ocupantes. Esse facto motivou alguma polémica a que Hergé, na altura, respondeu dizendo que se limitou a continuar a trabalhar no seu ofício, a banda desenhada, como qualquer cidadão.

Apesar de não se ter livrado das acusações de colaboracionismo, nenhuma das suas histórias defendeu o nazismo.

7. História inacabada

Quando morreu, em 1983, Hergé estava a trabalhar numa nova aventura de Tintin, Tintin e a Alph-Arteno entanto não chegou a terminá-la. Chegou a ponderar-se que outros artistas finalizassem a história, mas a ideia foi abandonada e a aventura foi publicada tal como Hergé a tinha deixado: sem um fim.

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