“A Vida no Campo”, de Joel Neto, vence Grande Prémio de Literatura Biográfica

O livro “A Vida no Campo”, de Joel Neto, venceu o Grande Prémio de Literatura Biográfica da Associação Portuguesa de Escritores (APE).

A obra, editada em 2016 pela Marcador, foi escolhida entre 51 títulos admitidos a concurso de escritores portugueses, publicados em primeira edição, entre 2016 e 2018, nos domínios da biografia e autobiografia, de memórias e diários.

“A Vida no Campo” é um relato do autor sobre a sua mudança para o campo, mais concretamente, para o lugar dos Dois Caminhos, na freguesia da Terra Chã, ilha Terceira, e a experiência de vida que daí resultou.

Ao fim de 20 anos em Lisboa, o escritor decidiu regressar às suas origens, nos Açores, na companhia da mulher, com o objectivo de ali ficar por alguns anos, em busca do ambiente de que necessitava para a produção de um romance. Terminado o prazo para o regresso à grande cidade, as opções eram encontrar forma de parar o tempo ou assumir que era ali que queria viver em definitivo.

“Com a família canina formada, jardim e horta bem cuidados, paisagem estonteante e vizinhos amáveis à volta, Joel e Catarina sorriem agora com melancolia e leveza ao pensar em quão serenos serão os anos da maturidade no campo”, lê-se no resumo da obra.

Nascido em 1974, Joel Neto é romancista e colunista, autor de mais de uma dezena de livros, entre os quais Arquipélago”, também dedicado aos Açores.

O prémio, no valor de cinco mil euros, tem o patrocínio exclusivo da Câmara Municipal de Castelo Branco e, nas suas cinco últimas edições, já galardoou Diário Quase Completo”, de João Bigotte Chorão; Biografia de Eça de Queirós”, de A. Campos Matos; “Tempo Contado”, de J. Rentes de Carvalho; “Acta Est Fabula – Memórias I“, de Eugénio Lisboa; e “Diário da Abuxarda 2007-2014“, de Marcello Duarte Mathias.

"Escolhemos mal as palavras quando falamos da Primavera como um renascimento. Nada disto renasce porque nada disto alguma vez morreu. O que esta altura do ano nos mostra não é que o tempo recomeça, mas que o tempo nunca acabou."
Joel Neto
foto: joel neto