Biblioterapia | “Lá, Onde o Vento Chora”

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Há diversos estudos científicos que demonstram que ler melhora a nossa saúde. Neste consultório, recheado de estantes, partilhamos consigo as nossas bulas literárias. Dentro dos livros, há remédios para todos os males. Encontre o mais adequado para si, atente aos efeitos secundários e siga a posologia recomendada. 

O remédio mais indicado para combater a falta de conexão com a natureza e o stress citadino, perfeito para episódios de bullying, tratamento das dores de crescimento e sentimentos de abandono.

Quem sabe se a (sua) cura não passa por aqui?

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Lá, onde o vento chora, de Delia Owens

Quando Delia Owens era apenas uma criança, em Thomasville, Georgia, a sua mãe encorajou-a a partir para o desconhecido, dizendo: “Vai para fora, onde os lagostins cantam”. Esta frase acabou por dar origem ao título  (“Go Where the Crawdads Sing”) do seu mais recente romance, agora editado em português. 

Instalada nos pântanos da Carolina do Norte, entre 1950 e 1970, conhecemos Kya Clark, abandonada pela família quando tinha apenas seis anos de idade e obrigada a sobreviver sozinha no pantanal a que chama casa. O isolamento em que vive durante tantos anos influencia o seu comportamento: solitária e fugidia, Kya é alvo dos mais cruéis comentários por parte dos moradores de Barkley Cove. 

Neste romance de estreia, Owens relembra-nos que somos formatados para sempre pelas crianças que um dia fomos, e que para sempre estaremos sujeitos aos maravilhosos, mas também violentos, segredos que a natureza encerra.

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