Os livros que acabaram de chegar

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Estas são algumas das novidades que acabaram de chegar às nossas livrarias.

22 de julho
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A Invenção Ocasional, de Elena Ferrante

A Invenção Ocasional é o resultado de um convite. Em 2017, o jornal The Guardian propôs a Elena Ferrante que escrevesse para as suas páginas uma coluna semanal. “Senti-me lisonjeada e, ao mesmo tempo, assustada (…) Depois de muitas hesitações, fiz saber à redacção que aceitaria a proposta se me fosse enviada uma série de perguntas, a cada uma das quais, por sua vez, eu responderia respeitando os limites do espaço que me fosse fixado.”

O fruto deste trabalho originou uma colectânea de cinquenta e um textos, uma polifonia de temas, composta nas variadas dimensões da vida. Fala-nos de acontecimentos que permaneceram na memória da autora ou que se desenvolvem no presente, episódios, imagens, gestos, intuições, relações e leituras, que no seu conjunto compõem um mosaico em movimento onde o imaginário das mulheres de hoje ocupa um importante lugar. 

Refugiado, de Alan Gratz

A história de três crianças diferentes com uma missão em comum: fugir.

Josef é um rapaz judeu que vive na Alemanha nazi na década de 1930. Com a ameaça dos campos de concentração, ele e a sua família embarcam num navio rumo ao outro lado do mundo. Isabel é uma rapariga cubana em 1994 que, perante motins e distúrbios constantes, decide partir num bote para a América. Mahmoud é um rapaz sírio em 2015. Com a sua pátria dilacerada pela violência e destruição, ele e a sua família começam uma longa viagem em direção à Europa.

Estas três crianças protagonizam angustiantes viagens em busca de refúgio. Vão todas deparar-se com perigos inimagináveis – desde afogamentos a bombardeamentos e traições. Mas há sempre a esperança do amanhã. E apesar de Josef, Isabel e Mahmoud estarem separados por continentes e por décadas, factos chocantes acabam por ligar as suas histórias no final.

23 de julho

Alan Gratz espera que os leitores possam aprender algo com a sua obra: “Andamos a fazer o mesmo – a praticar os mesmos erros – geração após geração. Se não mudarmos agora, amanhã vai ser igual para o próximo grupo de refugiados (…)”

23 de julho
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Em entrevista ao Diário de Notícias, Pérez-Reverte confessou a vontade de escrever mais sobre Portugal:  “Quero fazer mais coisas com Portugal, pois há muitos acontecimentos que dariam bons livros: o atentado contra Salazar e a espionagem durante a Segunda Guerra Mundial, por exemplo.”

Sabotagem, de Arturo Pérez-Reverte

Será o Guernica, tal como o conhecemos, o verdadeiro quadro que Picasso pintou?

Na primavera de 1937, Espanha está em guerra civil. Porém, longe dos campos de batalha também se luta, ainda que na sombra. Lorenzo Falcó tem a seu cargo uma missão dupla, desta feita em Paris: desacreditar o herói comunista Leo Bayard perante os seus camaradas soviéticos, e evitar a todo o custo que o quadro que Picasso está a pintar seja exibido na Exposição Universal de Paris. Acostumado ao perigo e à ação, Falcó move-se agora num mundo em que a luta é ideológica. É um mundo que lhe é estranho e no qual terá de recorrer aos seus métodos muito próprios.

Embora soprem já os ventos da guerra que assolará a Europa, a música continua a tocar; e a arte, os negócios e a vida social ocupam os intelectuais, os refugiados e os ativistas. 

Mestre do politicamente incorreto, Pérez-Reverte termina com Sabotagem a trilogia protagonizada pelo anti-herói Falcó. Um retrato fiel da época pleno de diálogos mordazes, situações rocambolescas e aventuras trepidantes.

As Pálidas Colinas de Nagasáqui, de Kazuo Ishiguro

Neste seu aclamado romance de estreia, Kazuo Ishiguro conta a história de Etsuko, uma mulher japonesa que agora vive sozinha em Inglaterra, chorando o suicídio recente da filha. Refugiando-se no passado, dá consigo a reviver um Verão particularmente quente em Nagasáqui, quando ela e as amigas se esforçavam por reconstruir as vidas após a guerra. Mas, quando recorda a sua estranha amizade com Sachiko – uma mulher abastada reduzida pela guerra à indigência, as memórias assumem um tom inquietante.

Kazuo Ishiguro recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 2017 pelos seus “romances de grande força emocional, que revelam o abismo da nossa ilusória sensação de conforto em relação ao mundo” (via Público).

23 de julho
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23 de julho
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O Fundamentalista Relutante foi adaptado ao cinema em 2013 por Mira Nair e contou com a presença de Riz Ahmed e Kate Hudson. Veja o trailer aqui.

O Fundamentalista Relutante, de Mohsin Hamid

Uma noite, num café em Lahore, no Paquistão, o narrador conhece um homem misterioso. Este convida-o para tomar um chá e conta-lhe uma história. É o relato da sua ida para a América, quando era jovem, e de como abraçou o sonho ocidental. O primeiro da sua turma em Princeton, foi contratado por uma corporação de topo e prospera em Nova Iorque. E a sua paixão pela bonita e elegante Erica é uma promessa de entrada na alta sociedade de Manhattan.

Após o 11 de setembro, a sua identidade sofre uma mudança, revelando fidelidades mais fortes do que o dinheiro, o poder e talvez até mesmo o amor por Erica. Quando anoitece, o narrador assiste ao desvanecer do sonho e da vida daquele homem já menos misterioso, bem como ao desfilar dos seus sentimentos de raiva e traição. Por fim, as razões para aquele chá tornam-se absolutamente claras.

 

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