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Biblioterapia | “O Rapto de Edgardo Mortara”

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Há diversos estudos científicos que demonstram que ler melhora a nossa saúde. Neste consultório, recheado de estantes, partilhamos consigo as nossas bulas literárias. Dentro dos livros, há remédios para todos os males. Encontre o mais adequado para si, atente aos efeitos secundários e siga a posologia recomendada. 

Para a falta de informação sobre a história da Igreja Católica e da Inquisição; para combater radicalismos religiosos e injustiças cometidas em nome de qualquer religião. Temos o remédio indicado para si.

Quem sabe se a (sua) cura não passa por aqui?

O Rapto de Edgardo Mortara
O Rapto de Edgardo Mortara
O Rapto de Edgardo Mortara, de David I. Kertzer

Em 2014, David I. Kertzer ganhou o Pulitzer Prize para Biografias ou Autobiografias com a obra O Papa e Mussolini, que relata a ligação inconfundível entre Pio XI e o político fascista italiano. Agora traduzido para português, chega O Rapto de Edgardo Mortara, um thriller histórico que volta a colocar o historiador e autor em destaque ao narrar o episódio marcante de um menino judeu raptado pelo Vaticano, em 1858. 

Momolo Mortara, comerciante judeu, recebe em sua casa dois oficiais, a mando da Inquisição. Levam Edgardo, seu filho, com apenas seis anos de idade, baptizado em segredo por uma criada da família e, segundo a lei dos estados pontifícios, proibido de viver com a sua família judaica, uma vez que passara a ser católico.

É desta forma que Kertzer inicia o relato, demonstrando como o rapto desta criança esteve na origem do colapso do Vaticano, enquanto poder secular. O escritor retrata a angústia de uma família de modestos comerciantes, o ritmo da vida quotidiana no gueto judeu de Bolonha e explora também a emergência da Itália como um estado moderno e nacional. 

A obra está a ser adaptada ao cinema por Steven Spielberg, ainda sem data prevista para estreia. 

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