Biblioterapia | “A Morte não é Prioritária”

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Há diversos estudos científicos que demonstram que ler melhora a nossa saúde. Neste consultório, recheado de estantes, partilhamos consigo as nossas bulas literárias. Dentro dos livros, há remédios para todos os males. Encontre o mais adequado para si, atente aos efeitos secundários e siga a posologia recomendada. 

Para reformados apáticos, melancólicos, desanimados ou sedentários, para pessoas que sofrem de abatimento intelectual ou desinteresse. Se sofre destes males, temos o remédio indicado para si.

Quem sabe se a (sua) cura não passa por aqui?

A Morte não é Prioritária
A Morte não é Prioritária, de José Paulo Miranda

Manoel de Oliveira dedicou-se a tempo inteiro ao cinema numa idade em que a maioria das pessoas está já reformada: aos 70 anos. Mas isso não o impediu de filmar durante mais 35 anos. Este é, por isso, um livro sobre a capacidade de superação dos limites impostos pela vida, um livro acerca de um homem que esteve sempre pronto a começar de novo. 

Neste livro, Paulo José Miranda mergulha no génio do realizador, procurando compreender os filmes que fez à luz das revoluções que ia produzindo em diferentes épocas. Nesse sentido, esta é também, e ao mesmo tempo, uma biografia crítica e uma aproximação do leitor à obra de Oliveira, tardia e tantas vezes mal compreendida. 

Apesar de constantemente impedido de filmar durante a ditadura, ao dar-se o 25 de abril, Oliveira perde a fábrica e a casa que mandara construir quando casara. Nessa altura, diz ao produtor Paulo Branco, com quem tinha acabado de fazer o primeiro filme: “Paulo, agora temos de andar para a frente, agora tenho de viver do cinema.” O que, efetivamente, irá acontecer e durante muitos anos. Mais de vinte filmes depois, já perto dos 100 anos, Manoel ainda ousa dizer a um velho amigo: “Tenho de pensar no meu futuro.”

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