11 livros que aterrorizaram o Rei do Terror

Para Stephen King, é impossível querer ser um bom escritor sem se ser, em primeiro lugar, um bom leitor (é, aliás, uma das suas 10 melhores dicas para aspirantes a escritor). Por essa razão, lê muito e em diferentes géneros, mas há um que o autor domina como ninguém. Embora não seja o seu género favorito para ler – entre os seus livros preferidos estão, por exemplo, o clássico de Mark Twain, As Aventuras de Huckleberry Finn, O Deus das Moscas de William Golding ou a distopia de George Orwell, 1984 -, foi ao terror que dedicou a maior parte da sua obra literária, razão porque é, aliás, conhecido como o rei do terror.

Devido à sua capacidade única de causar arrepios nos leitores, é difícil acreditar que o autor de livros como A Coisa ou The Shining também perde noites de sono com histórias de terror. Se não se assusta facilmente, leia a lista de 11 livros que assustaram Stephen King e encontre as suas próximas leituras para este Halloween – se se atrever.

Fantasmas da mente, de paul tremblay

Paul Tremblay era relativamente desconhecido do público até Stephen King ter lido este livro e tecido o seguinte comentário: Fantasmas da Mente assustou-me verdadeiramente… e eu não me assusto com facilidade!”. Este thriller, na linha de clássicos do terror como O Exorcista ou A Semente do Diabo, foi não só o que catapultou Tremblay para o estatuto de bestseller como o que lhe garantiu o seu primeiro prémio Bram Stoker (distinção que King também já recebeu diversas vezes). 

A narrativa, repleta de terror psicológico e com elementos de sobrenatural, centra-se na família Barrett e na sua luta para ajudar a adolescente Marjorie, que demonstra sinais de esquizofrenia aguda (ou estará antes possuída por um demónio?…). Embora ainda não existam muitas informações acerca do mesmo, o autor afirma que uma adaptação cinematográfica do livro está em produção.

Bad Country, de CB Mckenzie

Bad Country marca a estreia literária de C. B. McKenzie. Embora não exista ainda tradução para português, o livro foi um enorme sucesso nos EUA, tendo sido o vencedor do Tony Hillerman Prize, e do Spur Award. Sobre este, disse Stephen King que era um “[r]omance fantástico de crime, suspense e mistério, mas a verdadeira revelação é a sua voz inovadora e original.”

Passado num canto remoto do estado do Arizona, o livro fala de um homem – Rodeo Grace Garnet – que vive sozinho com o seu cão, e quando um dia um corpo aparece junto de sua casa, é forçado a deslindar o mistério deste homicídio. Mais do que apenas um livro de crime, este é descrito como um romance noir, cuja prosa captura os contornos do Sul profundo dos EUA.

day four, de sarah lotz

Sobre a obra de Sarah Lotz, diz Stephen King que é “[u]m misto de Michael Crichton e Shirley Jackson. Sendo argumentista e romancista, Sarah assina ainda uma série de histórias de zombies (intitulada Deadlands) sob o pseudónimo Lily Herne e publica romances eróticos a título coletivo. 

Day Four  é a sequela de Os Três, publicado em Portugal pela Saída de Emergência, e o qual admitiu King ser “dificílimo parar de ler.” Continuando a história do desastre que envolve quatro acidentes de avião que deixam apenas três crianças como sobreviventes, este livro é, como descrito pelo rei do terror, “um cruzeiro vindo do Inferno” que não vai conseguir abandonar.

pequenas grandes mentiras, de liane moriarty

Este  bestseller do New York Times tornou-se ainda mais popular quando foi adaptado a série pela HBO, com Nicole Kidman e Reese Witherspoon nos papéis principais. A história de três mulheres cujas vidas se entrelaçam devido a uma investigação de um homicídio, conquistou leitores e espectadores por todo o mundo, e Stephen King não foi exceção. 

Utilizando o humor para equilibrar a abordagem de temas sérios, como é o caso da violência doméstica, este que é o segundo livro da escritora australiana Liane Moriarty é, segundo King, uma leitura ao mesmo tempo, engraçada e assustadora, que promete não desiludir.

 

tu, de caroline kepnes

Este foi outro livro que ganhou mais notoriedade após a sua adaptação a série. Tendo estreado a primeira temporada na Netflix em 2018 e estando já confirmada uma segunda, Tu destrói os clichés das comédias românticas ao transformar o protagonista masculino num perseguidor violento, que não olha a meios para conquistar a mulher dos seus sonhos.

Escrito, segundo Carolina Kepnes, numa fase negra da vida da autora, o livro no qual se baseia a série é um thriller arrebatador, com suspense permanente e de leitura compulsiva. Para Stephen King, a escrita de Kepnes faz lembrar um misto entre as de Ira Levin e Patricia Highsmith, tendo achado o livro   “[h]ipnotizante e inquietante… Absolutamente original.” 

frankenstorm, de ray garton

Tendo escrito mais de 60 livros dentro do género e recebido, em 2006, o World Horror Convention Grand Master Award, prémio que distingue anualmente um autor da literatura de terror (e que foi atribuído a Stephen King em 1992), Ray Garton é já um autor conhecido de histórias de terror. 

Em Frankenstorm, perturba os leitores com a narração de uma tempestade vinda dos Infernos que deixa os residentes à beira do pânico, e provoca o caos por onde passa. Para Stephen King, esta história repleta de  ação, suspense e sexo é um clássico “old-school” como já não há muitos.

 

broken monsters, de lauren beukes

Em Portugal, Lauren Beukes ainda só é conhecida por As Raparigas Cintilantes, publicado pela Porto Editora. Contudo, o segundo thriller da autora sul-africana promete ser ainda mais assustador. Tendo sido designado pelo Observer como “Thriller do ano” em 2014, Broken Monsters conta a história da Detetive  Gabi Versado enquanto ela tenta decifrar o mistérios dos corpos metade humanos, metade animais que têm vindo a aparecer por Detroit.

Para Stephen King, este é um livro assustador e hipnótico que não foi capaz de largar até à última página, e uma leitura que não pode mesmo perder.

niceville, de carsten stroud

Carsten Stroud atingiu o estatuto de bestseller com o livro Close Pursuit, mas foi Niceville que chamou a atenção de Stephen King. O livro sobre uma pequena cidade no sul dos EUA onde pessoas começam a desaparecer misteriosamente, pode parecer um lugar-comum das histórias de terror, contudo King diz que este épico do sobrenatural, crime e horror o surpreendeu.

Sendo o primeiro de uma trilogia que garante deixar os leitores de nervos em franja, mereceu ainda a atenção de outra reputada autora de thrillers, Karin Slaughter, que confessou ter ficado presa ao livro logo desde a primeira página. 

a rapariga no comboio, de paula hakwins

Este fenómeno literário, posteriormente adaptado para o cinema, já é bem conhecido do público. Tendo valido a Paula Hawkins, comparações a autores como Cormac McCarthy ou Agatha Christie, A Rapariga no comboio foi um êxito de vendas imediato que também não deixou Stephen King indiferente. 

Um dos aspetos que o autor começa por elogiar é o desta história ser contada por um narrador inconfiável, que deixa o leitor em permanente questionamento do que está a ler. Para além disso, é um livro rico em suspense que, confessa King, não o deixou dormir a noite toda.

the accident, de chris pavone

Embora tenha escrito apenas quatro obras, o autor norte-americano Chris Pavone é um autor bestseller que compete com os grandes mestres do suspense. Tendo recebido um Edgar Allan Poe Award pelo seu primeiro livro, Pavone voltou a surpreender os seus leitores com The Accident. Publicado em 2014, conta a história de uma agente literária, um escritor expatriado e um agente da CIA cujas vidas colidem devido a um manuscrito que contém revelações explosivas acerca de pessoas muito poderosas.

Entre os seus leitores mais distintos, encontra-se Stephen King que afirmou ter sido um dos melhores livros de suspense que leu nesse ano.

The Killer next door, de Alex Marwood

Sendo já admirador confesso da autora e jornalista Alex Marwood desde a publicação de The Wicked Girls em 2008, Stephen King não resistiu a ler o seu sucessor. The Killer next door é um thriller eletrificante sobre  seis pessoas com segredos, que nos faz questionar até que ponto conhecemos realmente os nossos vizinhos …    

Para King, é ainda melhor que o anterior e, nas suas palavras, “assustador como tudo!”. Uma leitura só para os mais corajosos.

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Beatriz Sertório
Coordenação Editorial: Marisa Sousa