Biblioterapia | “Órfãos de Brooklyn”

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Há diversos estudos científicos que demonstram que ler melhora a nossa saúde. Neste consultório, recheado de estantes, partilhamos consigo as nossas bulas literárias. Dentro dos livros, há remédios para todos os males. Encontre o mais adequado para si, atente aos efeitos secundários e siga a posologia recomendada. 

Indicado para ultrapassar dificuldades de comunicação, aliviar excessos de autocontrolo e autocensura, ou para trabalhar a empatia e compaixão para com pessoas com transtornos neuropáticos.

Quem sabe se a (sua) cura não passa por aqui?

órfãos de brooklyn
órfãos de Brooklyn
Os Órfãos de Brooklyn, de Jonathan Lethem

Viver na cabeça de Lionel Essrog não é fácil. Ele sofre da síndrome de Tourette, pelo que não controla as palavras. Caso se enerve pode dizer frases sem sentido, palavrões ou berros. Pode até tocar repetidamente nas pessoas, mesmo que não as conheça.

Órfão desde pequeno, viveu num lar para crianças abandonadas, até ao dia em que um gangster de Brooklyn, Frank Minna, o foi buscar, juntamente com outros três rapazes. Cresceram juntos, a fazer biscates, sempre à margem da lei.

Lionel vive uma existência discreta, no entanto, tudo muda no dia em que Frank é esfaqueado. Lionel tem agora um mistério para resolver e poucas pistas e, numa Brooklyn povoada por máfias italianas e japonesas, navega perdido, empurrado por uma mente que teima em falhar e palavras que não lhe obedecem.

Um livro desconcertante e comovente, Órfãos de Brooklynpublicado originalmente em 1999, venceu nesse ano o National Book Critics Circle Award e, no ano seguinte, o Gold Dagger.

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